A ampliação da rede de atendimento à mulher vítima de violência doméstica foi debatida na Câmara Municipal por vereadores, integrantes de movimentos da sociedade civil contra a violência, delegados da Polícia Civil e Ministério Público, em sessão especial que antecipou a comemoração do Dia Internacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e Familiar à Mulher, que ocorre hoje. A sessão foi promovida pelo vereador Abel Loureiro (DEM).
O vereador defende que os serviços de atendimento à mulher vítima de violência sejam integrados em um só local, para facilitar o acesso das vítimas. Loureiro ressalta que, de 10 mil denúncias recebidas na Delegacia da Mulher de Belém, apenas cinco mil foram levadas adiante pelas próprias vítimas. “É preciso que essas mulheres tenham ajuda e entendam que os serviços existem e podem ser acessados. Muitas vezes os danos da violência doméstica são irreparáveis para toda a família”.
A delegada da Mulher, Alessandra Jorge, afirma que até a delegacia é apenas a porta de entrada do atendimento à mulher vítima de violência. Ela explica, que apesar dos esforços, ainda falta expandir a estrutura de atendimento que, além da fase policial, tem outras, como a perícia, acolhimento, fase de atendimento psicológico, judiciário, entre outras.
Os membros do Movimento pela Vida (Movida) denunciaram que falta mais rigor no cumprimento da Lei Maria da Penha no Pará. “Muitas mulheres morreram, mesmo depois de terem denunciado seus agressores”, lamenta Angélica Elmescany. (Diário do Pará)
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