A Universidade da Amazônia promove, de hoje até o dia 27, um debate sobre a interface entre a discriminação racial e a escola, dentro do II Seminário Nacional e IV Seminário Regional sobre Formação de Professores e Relações Étnico-Raciais. O evento acontece no auditório da Faculdade Ideal (Faci).
O objetivo é congregar profissionais que pesquisam sobre o tema, incluindo professores que atuam na Educação Básica e alunos que estão se formando nas licenciaturas. Para a professora e coordenadora do evento, Wilma Coelho, o desafio é fazer com que as pessoas que atuam na área tenham conhecimento sobre a temática discutida, através de uma formação específica.
“Não dá para falar de racismo na escola simplesmente pelo senso comum ou tratar a discriminação racial como um problema moral. É uma temática que precisa ser enfrentada do mesmo modo que a escola enfrenta evasão, indisciplina, e isso por meio de projetos específicos, de ações sistemáticas e não de ações pontuais. É preciso discuti-la no currículo da Educação Básica”, afirma.
Outro ponto de destaque para a educadora é a necessidade da escola admitir que o racismo existe. “A partir do momento em que ela assume a existência do problema, é necessário que ela se prepare para o enfrentamento”.
Durante o encontro, serão realizadas palestras, minicursos, mesas redondas e exposições, todas com ênfase à realidade amazônica. A conferência de abertura será ministrada pelo professor José Wellington Germano, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), às 19h, com o tema “Pós-Colonialismo, busca pelo reconhecimento social e formação de professores”. (Diário do Pará)
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