plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 32°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Índios protestam contra hidrelétrica no Pará

Os índios Mundurukus protestaram contra ao projeto do Ministério das Minas e Energia para a construção de uma hidrelétrica no território dentro do município de Jacareacanga. Arcos e flechas nas mãos dos guerreiros mostravam um clima de insatisfação, momen

twitter Google News

Os índios Mundurukus protestaram contra ao projeto do Ministério das Minas e Energia para a construção de uma hidrelétrica no território dentro do município de Jacareacanga. Arcos e flechas nas mãos dos guerreiros mostravam um clima de insatisfação, momentos antes da audiência pública coordenada e presidida pelo Ibama. A reunião entre os índios Mundurukus e o representante da Funai serviu para mostrar o posicionamento tomado pelas aldeias.

O líder indígena Jairo Kõrap, da Associação Extrativista Rio Kabitutu, não só se pronunciou contrário ao projeto, mas também traduziu as declarações contrárias das demais lideranças, a exemplo do capitão da aldeia Teles Pires, João Karikafõ. Um representante da Funai permaneceu quieto, atento às declarações dos índios e quando foi chamado a se pronunciar, explicou que estava ali apenas como espectador, pra acompanhar os questionamentos que seriam apresentados pelas comunidades da área afetada pelo projeto.

Frederico Menezes, representante da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), do Ministério das Minas e Energia, insistiu que o projeto ocuparia uma pequena parte, pouco mais de 2% do território de Jacareacanga. Por outro lado, a compensação financeira anual, de R$ 2,4 milhões, que será paga ao município, é superior ao que será pago, por exemplo, ao município de Paranaíta, no Matogrosso, que terá uma porção bem maior do seu território afetada pelo projeto.

Nem mesmo a apresentação detalhada do projeto conseguiu convencer os indígenas. De acordo com a proposta, a usina hidrelétrica será construída dentro de um espaço de 300 metros sobre o rio Teles Pires, alcançando uma área alagada de 152 mil metros quadrados, por uma extensão de 63 quilômetros, com a maioria dentro do estado do Mato Grosso, nos municípios de Paranaíta e Alta Floresta, onde já foram realizadas audiências públicas.

No entanto nem a utilização da linguagem mais simples surtiu maiores efeitos entre os índios. O prefeito da cidade, Raulien de Oliveira Queiroz, que é servidor licenciado da Funai, foi um dos últimos a tomar a palavra. Ele disse que até concorda com o projeto, mas sugeriu que o governo crie mecanismos que possam permitir a criação de um consórcio, envolvendo os municípios da área de influência da hidrelétrica.

“Concordamos, sim, com o projeto. Mas sabemos que haverá impactos, não só ambientais, mas também econômicos e sociais. Impactos positivos e negativos. Por conta disso, sugerimos que seja criado um grupo de trabalho que possa estabelecer um tipo de consórcio, para que todos os municípios que tenham seus territórios afetados, máxima ou minimamente, sejam beneficiados”, resumiu Raulien Queiroz. (Sucursal do Diário no Sul do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!