O pequeno Everton de Castro, 12 anos, portador de necessidades especiais, está há mais de uma semana sem poder continuar o tratamento por conta da falta da medicação na rede pública de Marituba. Os remédios para serem usados durante 30 dias custam mais de R$ 700.
“Faz oito dias que meu filho está sedado. Ele dorme mais de 12 horas direto e acorda só para se alimentar”, explicou Goretti de Castro, mãe de Everton. Segundo ela, seu filho é portador de esclerose mesial temporal desde os três anos de idade. A doença cerebral causa crises de epilepsia, difíceis de serem controladas.
O Tratamento Fora de Domicílio (TFD), financiado pelo governo federal, é realizado a cada dois meses na cidade de Goiânia, onde foi receitado os medicamentos Depakene, Gardenal e o Lamictal. Segundo Goretti, os dois últimos estão em falta em Marituba. No caso do Lamictal, usado uma caixa por semana, cada unidade custa R$ 227. “Estou desempregada, vivendo de ‘bicos’ não tenho a menor condição de pagar esses medicamentos”.
Segundo Goretti, por conta da interrupção do tratamento, as convulsões voltaram. “Como no posto de saúde não tem o medicamento apropriado para controlar os ataques, os enfermeiros dão o Diazepam (indicado para o tratamento de convulsões e insônia). Em seguida, ele dorme mais de 12h, acorda meio desorientado e volta a dormir”.
Segundo Goretti, a Prefeitura de Marituba deveria disponibilizar todos os medicamentos necessários para Everton. “Vou na Secretaria Municipal de Saúde e eles me dizem para esperar. Não consigo ver mais o meu filho nessas condições. Sem o medicamento, ele deixa de ir à escola e ter uma vida normal”.
A Prefeitura de Marituba ficou de enviar uma nota para a redação, o que não ocorreu até o fechamento desta edição. (Diário do Pará)
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