Um adolescente teria morrido de infarto fulminante dentro de uma escola, em Belém, após participar de uma partida de futebol. Gabriel Dias da Costa, 17 anos, que estudava no 1º ano da Escola Estadual Albanízia de Oliveira Lima, participava de atividades esportivas dos Jogos Internos que se realizavam na escola, na tarde da última quarta-feira, 24.
O aluno, do turno da manhã, teria disputado partida de tênis de mesa, onde teria ganhado o campeonato. Porém, à tarde, Gabriel resolveu participar da competição de futebol, quando se sentiu mal e foi socorrido pelo professor de educação física da escola, Glauco Esteves. O estudante teria sido levado à Unidade de Saúde do bairro da Pedreira, mas acabou falecendo.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) confirmou o incidente e disse lamentar “o súbito falecimento do aluno Gabriel Dias da Costa”. Ainda segundo a nota, a Seduc, por meio da Assessoria Politica - Aspol, ofereceu apoio aos famíliares e amigos do aluno.
MORTE SÚBITA
Mortes súbitas não são comuns em adolescentes, mas acontecem, principalmente quando há histórico familiar da ocorrência ou problemas cardíacos. É o que garante a cardiologista Elizabeth Caetano. Segundo a médica, é preciso seguir um rígido controle de pacientes cujos familiares apresentam deficiências congênitas. “Todos os membros da família têm que passar por exames periódicos, que detectam a presença de arritmia, sopro ou outras disfunções no coração”.
Além da responsabilidade individual, a profissional frisa a importância de clubes e academias de ginástica exigirem um atestado médico que habilite todos os participantes a realizarem atividades físicas. “O melhor remédio continua sendo a prevenção, por isso antes de iniciar qualquer atividade física é preciso procurar um médico e realizar os exames necessários”.
Diagnósticos positivos, entretanto, não significam sempre restrições. Com a evolução da medicina, o tratamento da arritmia cardíaca ganhou uma nova dinâmica, tanto em relação aos novos procedimentos quantos ao aumento do número de medicamentos disponíveis. Contudo, o diagnóstico precoce continua fazendo a diferença no tratamento bem-sucedido. “Hoje é possível eliminar ou controlar a doença sem prejudicar o cotidiano normal de um jovem. Basta que ela seja detectada a tempo”, afirma a médica.
INFARTO
O infarto também é a principal causa da chamada ‘morte súbita’. No Brasil, estima-se que mais de 200 mil pessoas morram subitamente a cada ano. (Diário do Pará)
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