O Dieese-PA divulgou hoje (26) um estudo que mostra a distribuição do 13º salário no Pará e nos demais estados da região Norte do País. O Departamento ressalta que, por lei, a data limite para o pagamento da primeira parcela do 13º salário é 30 de novembro, mas, desde a sexta-feira da semana passada (19), já com o início dos pagamentos dos servidores federais, a economia paraense está recebendo um reforço extra de recursos.
DIVISÃO POR REGIÕES
Assim como a estrutura econômica, a estrutura salarial não foge à regra em relação à distribuição geográfica dos recursos do 13º salário.
O estudo do Dieese mostra que, com o pagamento do 13º salário, devem ser injetados na economia nacional cerca de R$ 102 bilhões, alcançando cerca de 74 milhões de pessoas. A maior parcela – 51,4% – deve ficar nos estados da região Sudeste, que concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas.
A região Sul deve ficar 15,4% do montante a ser pago; no Nordeste, serão destinados 14,90% do montante; a região Centro-oeste ficará com 8,5%; e a região Norte, mais uma vez, deve ficar com a menor parcela: 4,3% do montante nacional a ser pago.
O valor médio nacional a ser pago no 13º salário foi estimado em R$ 1.310,96. Entre aposentados e pensionistas, o valor médio nacional a ser pago é de R$ 1.078,34. Os empregados do mercado formal receberão, em média, R$ 1.561,41. Cada trabalhador doméstico com carteira assinada terá direito a um valor médio de R$ 657,37.
REGIÃO NORTE
Pesquisas do Dieese-PA mostram que estão sendo injetados na economia dos sete Estados da região Norte cerca de R$ 4,4 bilhões, que devem beneficiar 3.718.481 trabalhadores. O número corresponde a 5,02% do total de pessoas que terão acesso ao benefício em todo o Brasil.
Empregados no mercado formal, celetistas ou estatutários são 2.359.270 pessoas, representando 61,3% do total de beneficiários do 13º salário de toda a região Norte, enquanto que pensionistas e aposentados do INSS são 1.359.212, equivalentes a 36,6% do total beneficiários de todo a região. Já os empregados domésticos com carteira assinada são 81.331, equivalentes a 2,2% do total de beneficiários no Norte.
O estudo do Dieese-PA mostra ainda que o total de R$ 4.408.203.314,00 que entrará na economia terá a seguinte distribuição pelos segmentos de beneficiários: os empregados do mercado formal (público e privado) vão ficar com cerca de 76,2% (R$ 3.361.240.106,00); os beneficiários do INSS ficarão com 22,7% (R$ 1.000.557.275,00); aos empregados domésticos caberá apenas 1,1% (R$ 46.405.933,00) do montante total a ser pago na região.
Em termos de valores médios a serem pagos por região, o Norte está em penúltimo lugar com valor médio de R$ 1.137,22, perdendo apenas para o Nordeste, que pagará um valor médio de R$ 920,98. Em primeiro lugar está a região Centro-Oeste, que pagará o valor médio de R$ 1.584,64; seguida do Sudeste, com o valor médio de R$ 1.387,21 e a região Sul, com valor de R$ 1.170,42. A média nacional é de R$ 1.310,96. (Diário Online)
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