Desde as 9h desta terça-feira (30), integrantes do Sindicato dos Vigilantes do Pará realizam um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Estado (ALEPA) contra o veto da governadora Ana Júlia Carepa ao projeto de lei nº 261/2009, que estabelece a obrigatoriedade do serviço de segurança em locais que sirvam como correspondentes bancários.
O ato deve se estender até o meio-dia de hoje. O objetivo dos manifestantes é reunir com o presidente da casa, o deputado Domingos Juvenil (PMDB), e com o autor do projeto de lei, o deputado Gualberto Neto (DEM), para pedir a derrubada do veto.
Os vigilantes defendem a necessidade de haver segurança em casas lotéricas, farmácias, supermercados ou qualquer estabelecimento que realize serviços de cunho bancário, como pagamentos, depósitos e saques.
No dia dois de junho desse ano, o projeto de lei ordinária que garante este suporte foi aprovado por unanimidade pelos deputados estaduais, porém, em setembro, a governadora não concedeu a permissão para que esta lei vigorasse.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Vigilantes, Alberto Pinheiro, a ausência de segurança nesses lugares prejudica e põe em risco principalmente a população, que fica sujeita a assaltos, já que os correios bancários são locais bastante visados e trabalham com quantias em dinheiro, assim como os bancos.
“Já ocorreram vários assaltos nas lotéricas, e com morte. São locais que funcionam como banco, mas não possuem a segurança que o banco é obrigado a ter”, destacou Alberto.
O deputado estadual Gualberto Neto informou que a Assembléia Legislativa está intermediando, junto ao governo do estado, para que o projeto volte à pauta de votação dos deputados, e assim, a lei possa ser validada. “O governo pediu para rever o projeto, mas a governadora perdeu o prazo para sancioná-lo. Agora estamos tentando trazer de volta para poder promulgar a lei”, explicou.
>> Atualizada às 11h15
(Daniele Brabo, DOL)
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