O estudante Ezequiel Callado, 19 anos, acusado de participar da morte de Cíntia Oliveira, 16 anos, será ouvido pela Justiça no dia 13 de dezembro. O crime aconteceu em junho deste ano. Na audiência serão ouvidas nove testemunhas, oito delas comuns a acusação e defesa. Participam da audiência o promotor de justiça Manoel Murrieta e Tavares, representando a Justiça Pública, autora do processo penal.
O defensor público Rafael Sarges está habilitado para promover a defesa do estudante, devendo também estar presente à audiência, marcada para iniciar às 09h30. Na ocasião serão colhidos depoimentos de nove testemunhas, sendo que oito delas são comuns da promotoria e defesa. Só após ouvir as oitivas das testemunhas é que o juiz irá interrogar o acusado.
Os dois adolescentes que participaram na morte da colega, no interior de um cemitério desativado, no bairro do Bengui, periferia de Belém serão apresentados para depor. Eles cumprem medidas sócio-educativas de internação em meio fechado por participação na morte da colega. A jovem Nacy Amorin, 18 anos, que chegou a ser investigada por suposta participação no planejamento do crime, ficando presa por cerca de 60 dias, também comparecerá à audiência para depor.
Cinco adolescentes, colegas da jovem que atraio a vítima até o cemitério serão também ouvidas na Justiça. Elas comparecerão acompanhadas pelos pais ou responsáveis por serem menores de 18 anos. Já o blogueiro Marcus Vinicius Saraiva da Foseca, de Porto Alegre/RS, que gravou a confissão do acusado, será ouvido através de carta precatória.
Para o promotor de justiça "não há dúvidas sobre a participação do réu no crime". Ele adiantou que até onde conhece o processo acredita que o estudante deverá ser submetido ao tribunal do júri. O representante do MP também entende que Callado terá que permanecer preso uma vez que, "o crime que cometeu abalou a ordem pública", comentou.
O defensor público ao apresentar a defesa preliminar requereu ao juiz a revogação da prisão preventiva do acusado. Entre outros argumentos o defensor apontou a falta de indícios e que as provas contra Callado são emprestadas da representação que tramitou na 2ª Vara da Infância e Juventude, sendo indeferido o pedido pelo juiz.
Histórico do crime: a estudante C.O. foi assassinada no último 21 de junho, no interior do Cemitério do Bengui, periferia de Belém. Conforme apurado pela Polícia, a vítima teria sido morta num suposto ritual do qual participaram o acusado e mais dois adolescentes, de 15 e 16 anos. Os menores cumprem medida sócio-educativa por ato infracional (homicídio), em meio fechado aplicado pelo juizado da 2ª Vara da Infância e Juventude de Belém. (DOL com informações do TJE)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar