Enquanto o presidente Lula inaugurava as eclusas de Tucuruí, pesquisadores, professores e acadêmicos discutiam os efeitos de construções voltadas à produção de energia. Aberto na noite de ontem (30), na Universidade Federal do Pará, o III Encontro Latino-americano
Ciências Sociais e Barragens promove, até o próximo dia 3, palestras, oficinas e mostras audiovisuais com foco no debate sobre o modelo de desenvolvimento econômico adotado pelo governo federal nas últimas décadas.
“Atualmente, tudo se justifica e se atropela em nome do desenvolvimento. Os projetos não são voltados à sociedade”, afirma a professora Guiomar Germani, da Universidade Federal da Bahia. Segundo a docente, o evento mostra a importância de convocar a sociedade a conhecer o assunto. “É uma ótima oportunidade para que todos discutam criticamente e pensem em outras estratégias”.
Gabriel Locke, mestrando em sociologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, veio a Belém especialmente para o encontro para fortalecer seu projeto acerca dos movimentos de resistências às barragens. “Acredito que o primeiro passo para mudarmos esse cenário é por meio da democratização das formulações de políticas públicas, para todos que sejam sujeitos das decisões”. (Diário do Pará)
Serviço: O encontro acontece no Centro de Convenções Benedito Nunes, na UFPA (campus Guamá), de 16h às 21h. Mais informações podem ser obtidas no site www.ecsbarragens.ufpa.br e no twitter @elcsbarragens. (Diário do Pará)
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