O delegado Glauco Nascimento, que investiga o incêndio que destruiu 22 casas na Alameda Dr. Rocha, no bairro da Pedreira, e matou seis pessoas de uma mesma família, na madrugada do último domingo, declarou não ter mais dúvidas de que a tragédia foi provocada de forma proposital e criminosa, e não fruto de um curto-circuito em um ventilador.
Ainda está longe a conclusão da perícia técnica no local, mas o delegado se baseia nos depoimentos colhidos com os moradores da vizinhança, principalmente no depoimento do filho de uma das vítimas fatais do incêndio.
O rapaz escapou da morte porque, no sábado, foi a uma festa de aparelhagem. Segundo o delegado, numa dessas festas que o rapaz costuma frequentar, ele teria se envolvido em uma briga com um traficante e teria sido ameaçado de morte por ele.
“Ele contou que se envolveu em uma briga com essa pessoa e que na hora da confusão, acabou batendo na mulher desse homem. A partir de então, teria sido jurado de morte por ele”.
Oito pessoas que depuseram durante o dia de ontem confirmaram que o rapaz vinha sendo ameaçado. O delegado investiga também a informação de que dois homens foram vistos no dia do incêndio portando um galão de um líquido que parecia com combustível. “Provavelmente esses dois homens foram os autores do incêndio. Eles devem ter jogado gasolina na casa do rapaz”, disse Glauco Nascimento.
Segundo o delegado, foi relatado que o local do incêndio exalava um odor forte de gasolina. (Diário do Pará)
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