O dia 1º de dezembro é marcado como o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A data reforça a solidariedade, a tolerância e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. No Brasil, a data foi adotada em 1988. Em apoio à luta contra a Aids, o laço vermelho, símbolo do combate à doença, ficará exposto na logo do DOL durante todo o dia de hoje.
Na internet, o serviço de microblog Twitter permitiu pela primeira vez que seus usuários mudassem a cor dos posts para vermelho. Para colorir seus textos de até 140 caracteres, os internautas devem usar palavras-chave, como Aids, e o assunto #red (vermelho, em inglês). Palavras relacionadas à Aids também estão entre as mais twittadas desta quarta-feira, de acordo com o ranking “trending topics”, do próprio Twitter.
ESTATÍSTICA
Em 2009, a Aids matou cerca de dois milhões de pessoas no mundo, mas 2010 traz um certo otimismo com a redução de novas infecções, os novos tratamentos contra a doença e os meios adicionais para prevenir a transmissão. Especialistas recordam que, desde o início da epidemia, cerca de 30 milhões de pessoas morreram no mundo por causa desta doença.
Segundo a organização beneficente "Turn Red", a África detém dois terços do total de infectados no mundo; estima-se que 33 milhões de pessoas de todo a população mundial sejam portadoras do vírus e 22 milhões delas residam no continente africano.
NO PARÁ
As estatísticas da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) mostram que 9.428 pessoas foram infectadas pelo vírus no Pará entre 1985 e 2009. Desse total, 6.030 são homens e 3.398 são mulheres.
Entre os estados da Região Norte, o Pará é o que tem a maior incidência de casos. Já entre os estados brasileiros, o Pará fica em 14° lugar. Considerando a proporção a cada cem mil habitantes, Ananindeua foi o município brasileiro que teve maior aumento de casos entre 1997 e 2007 - 300%.
PERFIL
Jovens adultos com idade entre 20 e 49 anos continuam sendo o perfil mais comum entre os portadores do vírus. Segundo a Sespa, a taxa de incidência (por 100 mil habitantes) de casos de Aids notificados no Pará é de 20 homens e 14 mulheres.
O coordenador do programa DST/Aids no Pará, Lourival Marsola, ressalta que a maior incidência continua entre os adultos, que na maioria das vezes, fazem um diagnóstico tardio da doença. “Ainda enfrentamos esse problema. É importante que a pessoa faça o teste. Por esse motivo, temos vários centros de testagem espalhados no Estado. O teste é simples e o resultado sai em menos de 15 minutos”.
Entre as crianças na faixa etária de 0 a 5 anos, o número de casos caiu consideravelmente. Em 2008, a incidência de casos era de 31 crianças infectadas para cada cem mil habitantes. Já em 2009, apenas 9 casos foram notificados.
Mas, quando se fala em número de óbitos, a notícia não é boa. Em 1985, nenhuma morte de pessoas infectadas pelo vírus havia sido registrada. Cinco anos depois, 22 pessoas já haviam morrido. Somente no ano passado, 430 pessoas morreram vítimas do vírus. (DOL)
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