A persistente depreciação do dólar e o aprofundamento da guerra cambial, desencadeada nos últimos meses pelas duas maiores economias do planeta – Estados Unidos e China –, com efeitos danosos sobre a economia brasileira, já causam estragos consideráveis também no Pará. “O risco de desindustrialização é real”, adverte o presidente da Federação das Indústrias (Fiepa), José Conrado Azevedo Santos. Acrescenta que alguns setores da indústria paraense já deixaram de exportar, visto que os preços obtidos no mercado internacional não são suficientes para remunerar a produção interna.
O presidente da Fiepa aponta, entre os setores mais afetados da economia paraense, a indústria pesqueira, o setor madeireiro e a fruticultura. “O fato concreto é que a excessiva valorização do real em relação ao dólar tira a competitividade do nosso produto, tornando-o mais caro”, afirma José Conrado, destacando a necessidade de uma ação mais firme por parte da área econômica do governo para restabelecer o equilíbrio cambial em níveis pelo menos razoáveis.
O empresário Luiz Carlos Monteiro, coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN), observa que, embora não se tenha uma pesquisa qualitativa para revelar com mais precisão a extensão do problema, já existem elementos concretos que apontam para a queda das exportações brasileiras. Esse recuo, segundo ele, atinge principalmente os produtos industrializados, que contêm maior agregação de valor. “É o que acontece naturalmente quando se torna mais barato importar do que produzir”, acrescenta. (Leia mais no Diário do Pará)
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