Após sete dias de protestos dos servidores das Unidades de Referência Especializada (URE), mais um hospital vai aderir ao movimento para o pagamento da Gratificação de Desempenho Institucional (GDI), que deveria ser feito a cada trimestre pelas secretarias estadual e municipal de saúde, mas está atrasado. Segundo os trabalhadores, hoje (6) os órgãos prometeram o pagamento de parte das gratificações atrasadas. Para pressionar e garantir o recebimento dos valores, funcionários do Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, vão paralisar suas atividades, mantendo apenas 30% de funcionamento.
Além do hospital, as UREs Demétrio Medrado, Reduto, Avenida Presidente Vargas, e URE-Dipe aderiram à paralisação. Segundo o farmacêutico José Alberto Santos, que participa do movimento pelo pagamento da GDI, em uma reunião com o secretário estadual de Saúde, Claudio do Nascimento Vale, ele teria prometido verbalmente o pagamento da gratificação. “A paralisação no Hospital Abelardo Santos será para pressionar os órgãos para que seja feito o pagamento imediatamente. Não sentimos segurança com a promessa de forma oficiosa”.
A Sespa não confirmou a informação, mas repetiu a nota oficial enviada ao DIÁRIO na última sexta-feira, em que declara que, caso a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) não regularize o pagamento hoje dos valores referentes a julho, agosto e setembro aos servidores lotados nas UREs, denunciará o caso ao Ministério Público Federal, com o apoio da Procuradoria Geral do Estado. Isto porque os recursos, alega a Sespa, são repassados pelo Governo Federal, via Ministério da Saúde, diretamente ao município de Belém, “conforme rege o fluxo do pagamento da gratificação”.
Os trabalhadores da Saúde, por sua vez, vão avaliar em assembleia a possibilidade de greve geral se o repasse não for realizado hoje.
José Alberto Santos diz que as gratificações atrasadas somam mais de R$ 7 milhões, segundo documentos encaminhados pela Sespa. “Desse valor que deve ser repassado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) para Sespa, somente parte será para o pagamento dos servidores. A outra parte vai servir para a compra de medicamentos e material técnico hospitalar, ou seja, a população também sofre quando as secretarias não repassam as gratificações”, explicou.
A Sesma, que também se manifestou por nota, mantém a posição de que a responsabilidade do pagamento da GDI é do Estado. Segundo a nota, as UREs Doca e Demétrio Medrado são coordenadas e administradas pelo Estado e não têm, portanto, vínculo nenhum com a Sesma, e a Unidade Demétrio Medrado não consta ainda como responsabilidade do Município. (Diário do Pará)
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