Membros do Sindicato Popular pela Moradia e do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) reuniram-se ontem em frente à superintendência da Caixa Econômica Federal, na avenida Padre Eutíquio. Os manifestantes queriam informações da instituição sobre a entrega de casas no conjunto residencial Juruti, em Benevides.
Fernando Santiago, coordenador estadual do MNLM, explica que as famílias que ocuparão o residencial foram remanejadas, no passado, de outros residenciais, como o Paulo Fonteles, na rodovia BR-316. A previsão é que 430 famílias (380 do MNLM e 50 do Sindicato Popular) sejam alocadas no Juruti, que terá 712 casas no total. “Queremos garantir que nossa demanda de famílias tenha casa no residencial”, afirma Santiago.
Os manifestantes esperam que o residencial seja entregue até o próximo dia 20. Augusto Botelho, coordenador do Sindicato Popular, contou que o temor das famílias é que aconteçam novas invasões no residencial, o que já teria ocorrido pelo menos três vezes. “Estamos pressionando pela entrega porque outras pessoas já ocuparam o local algumas vezes e depredaram as casas na invasão”.
No final da manhã, uma comissão foi recebida na Caixa. Tomé da Moradia, coordenador do Sindicato Popular, disse que a instituição informou que é a responsável pelo financiamento e que a Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab) é a responsável pela entrega das casas. Ainda segundo Tomé, uma reunião com a Cohab ficou definida para a próxima quinta-feira com o objetivo de esclarecer se as demandas do movimento serão atendidas.
O DIÁRIO procurou a Caixa, que informou que se pronunciaria por nota oficial, mas nada chegou até o fechamento desta edição. A Cohab também foi procurada, mas o DIÁRIO não obteve contato. (Diário do Pará)
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