Pesquisas do Dieese-PA mostram que a alimentação dos paraenses ainda continua entre as mais caras do Brasil. A cesta básica chegou ao final de novembro com o custo médio de R$ 224,00, comprometendo quase 48% do salário mínimo de R$ 510,00.
A maioria dos produtos que compõem a cesta básica dos paraenses sofreu aumentos de preços em novembro. Com aumento de mais de 10% no preço, a carne bovina foi um dos itens responsáveis por esse cenário. O produto registrou alternâncias de preços mais estáveis no primeiro semestre e altas expressivas e injustificáveis neste segundo semestre, apesar de o Pará ser um dos maiores produtores e exportadores de carne do país, ressalta o Dieese-PA.
Em outubro, o quilo da carne foi comercializado na Grande Belém a um preço médio de R$ 12,00; em novembro, foi comercializada por cerca de R$ 13,23 por kg. O aumento de preço foi de 10,25%, mas a inflação oficial estimada para o mesmo período não ultrapassou os 5%.
As pesquisas realizadas na primeira semana de dezembro mostram que o quilo da carne bovina de primeira está sendo comercializada com preços que variam entre R$ 14,00 a R$ 16,00. O quilo do filé já ultrapassou os R$ 40,00.
“Desde a implantação do Plano Real, em julho de 1994, a alimentação básica do paraense teve um reajuste acumulado de 255,84%, entretanto, alguns itens da cesta básica tiveram reajustes superiores a esta média, como é o caso da carne bovina, que teve um reajuste acumulado no mesmo período de 320%”, ressalta Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese-PA. (DOL)
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