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Protesto de ambulantes gerou caos e parou Belém

Duas horas e quinze minutos. Esse foi o tempo que vendedores ambulantes fecharam a rodovia BR-316, provocando caos no trânsito por vários pontos da cidade. Por volta das 16h30, dezenas deles impediram a passagem dos veículos, queimando paus e pneus por to

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Duas horas e quinze minutos. Esse foi o tempo que vendedores ambulantes fecharam a rodovia BR-316, provocando caos no trânsito por vários pontos da cidade. Por volta das 16h30, dezenas deles impediram a passagem dos veículos, queimando paus e pneus por toda a pista de acesso Belém-Ananindeua, no primeiro quilômetro da rodovia, próximo ao Entroncamento. As consequências da revolta foram engarrafamentos que entraram pela noite, principalmente na Avenida Almirante Barroso.

O protesto era contra a operação feita na quinta-feira passada (2), pelas secretarias municipais de Economia e Saneamento de Belém (Secon e Sesan), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Guarda Municipal de Belém, Ministério Público do Estado e ainda conselhos tutelares de Belém e Ananindeua que retiraram os ambulantes da calçada da frente de um shopping, no começo da BR-316. Eles reclamam que estão há uma semana sem trabalhar e sem um posicionamento oficial da Prefeitura. “Eles me agrediram e tiraram a mercadoria da minha mão. Tudo que eu vendia era água mineral, suco e refrigerante. Só quero meu isopor de volta”, reclama Antônio Barbosa. “Pedi que me devolvessem e não me deram nada. O que eu vou fazer? Não tenho capital. Vou roubar ou traficar? Não estou fazendo nada de mal, só quero alimentar meus filhos”, revolta-se.

Às 17h, com a chegada dos bombeiros, houve princípio de tensão. Os manifestantes não queriam deixar que os soldados se aproximassem com a água. Apenas após rápida negociação é que as chamas foram apagadas. Outro momento tenso ocorreu com posicionamento do Grupamento de Ações Táticas (GAT) da Guarda Municipal, com escudos e sprays de pimenta. Mas, o grupo não precisou agir, graças à intervenção na negociação da Polícia Militar, PRF e da própria Guarda. No entanto, os ambulantes queriam a presença da Secon. Leia mais no Diário do Pará

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