Os pais de alunos devem se preparar para o aumento das mensalidades escolares. A reunião que aconteceria na manhã de ontem, em Belém, para início das negociações de reajuste foi adiada para 11 de janeiro, mas o Sindicato das Escolas Particulares do Pará já recomendou aos seus associados a reajustar suas mensalidades entre 7% a 9% para 2011.
“Caso o valor decidido em reunião fique menor do que o cobrado pela escola, o percentual será reembolsado na segunda mensalidade. Mas se o índice ficar maior, a escola pode pedir um acréscimo no mês seguinte”, informou o presidente do sindicato, Ronald Andrade.
Segundo Andrade, pela lei das mensalidades, as escolas podem fixar o reajuste com base nos índices do implemento didático pedagógico. Isso pode ser previsto nos contratos e na planilha de custos, que inclui o aumento salarial dos professores, reformas e aquisição de equipamentos.
SEM REPRESENTANTE
A reunião foi adiada porque o representante da Associação de Pais e Alunos das Escolas Particulares não compareceu ontem.
Outro motivo teria sido a taxa de inflação do mês de dezembro, que ainda não foi divulgada. Isso porque o reajuste leva em consideração o índice anual oficial de inflação, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Segundo Roberto Sena, coordenador técnico do Dieese-Pará, órgão que também toma parte nas negociações, o Pará é o único estado brasileiro onde o reajuste das mensalidades escolares é definido por acordo com o índice da inflação do ano anterior (dos 12 meses). Esse acordo acontece há 16 anos e tem validade para as escolas particulares de ensino médio e nível superior de todo o estado. Mas o cenário para este ano é preocupante. Sena revela que no ano passado o percentual de aumento foi definido em 5,5%, quando a inflação naquele período foi de 4,5%. “Mas para este ano já estamos com um índice inflacionário em torno de 6%”.(Diário do Pará)
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