O sétimo secretário de Saúde da administração do prefeito Duciomar Costa em Belém encontrou, sem muita dificuldade, o bode expiatório para o caos que impera no setor: a falta de dinheiro.
Adiantando que pretende mobilizar a bancada federal para conseguir os recursos, e transferindo também a responsabilidade para os ombros do governo estadual da missão que cabe à prefeitura, Pimentel afirma que a saúde em Belém tende a melhorar no governo de Simão Jatene. Confira entrevista cedida aos repórteres Rita Soares e Carlos Mendes:
P: O prefeito Duciomar Costa está no segundo mandato e a população fala que a saúde é o pior ponto dessa administração...
R: Quando a gente recebeu a saúde era realmente um caos. Não tinha controle de nada...
P: Não é mais?
R: Não é que não seja. Ainda continua um caos, mas um caos mais controlado. Estou há onze meses à frente da Sesma e começamos a corrigir os problemas de saúde pela urgência e emergência, que é o que mais chama atenção. É onde tem a maior parte dos problemas. No Pronto Socorro da 14 de Março criamos o acolhimento e humanizamos o atendimento. Ao invés das pessoas estarem do lado de fora, batendo na porta para serem atendidas, elas todas são acolhidas e classificadas por um método europeu. As que têm muita urgência passam direto para serem atendidas. Mas o grande problema não é só a humanização e sim o financiamento da saúde. O município investe em torno de R$ 160 milhões em saúde em Belém. O governo federal investe em R$ 223 milhões e o Estado investe R$ 5 milhões. Com esse desequilíbrio é impossível dizer que a saúde é tripartite. O Estado entende que investindo em seus próprios hospitais está fazendo investimento no município de Belém. Isso não é verdade.
P: Então a culpa pelo caos na saúde é do Estado?
R: Não só do Estado. Da União também. O município investe R$ 163 milhões, a União R$ 223 milhões e teria que investir R$ 320 milhões no mínimo, anualmente, e o Estado investir R$ 160 milhões, igual ao município. Isso sim daria a ideia de divisão dos gastos e investimentos entre União, Estado e município.
Confira a entrevista na íntegra no Diário do Pará
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