Elas não conseguem ficar paradas. Assistir a um programa de TV então? Impossível. Podem passar horas plantando bananeira que não vão se cansar. Na escola, destacam-se e chamam a atenção pelo comportamento agitado, deixando pais e professores de cabelo em pé.
Estes são os sintomas básicos da hiperatividade, que não é uma doença e sim “um desvio comportamental como consequência de um desequilíbrio neuroquímico cerebral”, explica a psicóloga Sofia Cardoso. A hiperatividade pode se manifestar em crianças, jovens e adultos.
Mas é entre as crianças que o desvio é percebido com mais veracidade, principalmente no ambiente escolar. “Na maioria das vezes são os professores que primeiro percebem as dificuldades da criança”, diz a psicóloga. Sofia afirma que os professores devem chamar a família do aluno e pontuar as observações feitas com a criança na sua rotina escolar. “A criança deverá ser encaminhada para uma avaliação especializada com profissionais habilitados como neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo”, explica.
Ainda de acordo com a psicóloga, se o diagnóstico for positivo, algumas crianças necessitam ser medicadas. “A partir de então, a escola deverá atender as necessidades do aluno, respeitando suas limitações, adequando atividades a sua capacidade de desenvolvê-las, e, principalmente, acolhendo-o e ajudando este aluno a se inserir e se relacionar com o grupo de forma harmoniosa”, conclui.
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