plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 33°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Produtos piratas ganham fôlego com vendas de Natal

Não chega a ser um Paraguai, mas algumas das principais ruas do centro comercial de Belém caminham a passos largos para se tornarem paraísos dos que costumam consumir produtos não originais, ou piratas, como os produtos falsificados ganharam projeção. Em

twitter Google News

Não chega a ser um Paraguai, mas algumas das principais ruas do centro comercial de Belém caminham a passos largos para se tornarem paraísos dos que costumam consumir produtos não originais, ou piratas, como os produtos falsificados ganharam projeção. Em todo o país, cenas de ações de fiscais de prefeituras contra camelôs já se tornaram comuns e fazem, inclusive, parte do eixo principal do documentário Brega S.A., dos paraenses Vladimir Cunha e Gustavo Godinho. Mas o que não se pode mais negar é que a pirataria no país se tornou um caminho sem volta, principalmente porque o Brasil é conhecido mundialmente por ter governos que não respeitam propriedades intelectuais e patentes.

A discussão ganha contornos apaixonados. Há os que defendem a pirataria, afirmando que é uma quebra de poder de conglomerados que nunca estiveram muito de olho no bem-estar social, e sim nos próprios lucros. E há os que defendem o combate à pirataria, por ela ser uma contravenção. Indiferentes a essas discussões, os consumidores vão às compras.

Camisas de clubes de futebol, bolsas femininas, tênis. Esses produtos estão no topo da cadeia de consumo. Isso se for levado em consideração que CDs e DVDs já se incorporaram tanto à paisagem da cidade que nem podem mais ser considerados nessa listagem, porque a venda atinge patamares incalculáveis.

“É um bom presente para o Natal”, diz Estélio Souza Santos, 42 anos, enquanto vasculha a banca na rua 28 de Setembro em busca de uma camisa de clube de futebol. Essa é uma tendência cada vez maior, a de homens que usam as camisas do time do coração para atividades mais sociais que não sejam apenas no cotidiano. “É bacana usar”, diz ele. A mulher aprova. “De noite fica bem”, diz Marlene Aleixo, 39 anos, apontando também para uma calça esportiva, estilo agasalho de treino. “Meu filho também gosta muito. Estamos pesquisando preços”, diz ela. A originalidade do produto é o que menos interessa nessa hora. “É o que cabe no bolso”, diz Estélio.

Camisas de clubes como Barcelona, Real Madrid, Milan e Manchester United dividem espaço na preferência com os locais Paysandu e Remo e com os clubes de projeção nacional como Vasco, Corinthians, Fluminense, São Paulo. Todos democraticamente pirateados.

As mulheres olham com mais carinho para outro item que, para elas, é indispensável. As bolsas. Andando pelo centro comercial, é possível encontrar marcas como Victor Hugo, Louis Vuitton, Prada. Genéricas, obviamente. “No período de Natal, a procura aumenta. Tem o presente, tem o amigo invisível...é um bom momento de vendas”, diz Sônia Santos, cuja banca é repleta de bolsas dos mais variados tipos. Segundo ela, o que as clientes mais perguntam é sobre a ‘durabilidade’ da bolsa. Se a marca é ou não original, isso fica em segundo plano. “As bolsas são boas”, afirma.

“Aqui o preço é mais em conta”, diz a estudante Carla Brito, 22 anos. Para ela, mais importante que a marca é o fator empatia. “Se eu gostar, compro. Seja em uma banca de camelô ou em um shopping. Marca original não é o meu primeiro pensamento”, garante.

Reebok, Adidas, Puma, Nike. É só escolher o tênis e levar. Eles estão espalhados pelos degraus à frente de um prédio. O preço mais barato é que faz com que a realidade se imponha. São falsificações de marcas conceituadas no mercado. Geram um mercado paralelo cujo volume total de dinheiro em circulação é quase impossível de calcular. Para o casal Silva, Vitor e Deisy, é apenas mais um lugar onde olhar algum tênis masculino ou sapato feminino é prática comum. “No Natal, a gente procura com mais calma”, diz Deisy.

“As pessoas procuram. Pechincham. Mas eu tenho clientes fiéis. Os sapatos são bons”, garante Paulo Dias, o vendedor. O administrador Rodrigo Carvalho, 26 anos, esperava pacientemente. A mulher provava uma série de sapatos de salto alto. Experimentava. Trocava. Por fim, desistiu. “Eu queria de salto, mas branco, pro réveillon”, dizia ela. Rodrigo resiste à tentação de levar um ‘Adidas’ branco que o camelô lhe oferece. “Vou pesquisar mais um pouco”, argumenta, enquanto apressa a mulher para ir embora. (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!