“Uma vez tendo experimentado voar, caminharás para sempre sobre a Terra de olhos postos no Céu, pois lá você já esteve e é para lá que desejarás voltar”. A célebre frase de Leonardo da Vinci, embora tenha muitas versões, é a realidade de muitos sonhadores que pretendem viver a vida nos céus. Ao sentar na cabine, com altímetros, velocímetros, medidores de pressão e temperatura e muitos outros componentes de um avião ao seu alcance, um piloto tem em suas mãos uma grande responsabilidade, que anda em conjunto com a realização de um grande sonho. Muitos têm esse sonho, mas não sabem como torná-lo verdade.
Há mais de 70 anos, o Aeroclube do Pará vem formando pilotos e comissários de bordo. “Após a I Guerra, houve uma necessidade de formar pilotos e comissários, pois a aviação estava crescendo muito. Então, começou-se a criar aeroclubes em várias regiões do Brasil, e em 1939, criou-se o Aeroclube do Pará”, conta Paulo Sérgio Mendes, presidente do Aeroclube.
Paulo Sérgio explica que, para se tornar piloto, primeiro é necessário fazer o curso de Piloto Privado (PP). “Feito isso, o aluno se prepara para fazer a prova da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Passando nesta prova, já pode iniciar a parte prática”, esclarece. A prática consiste em 35 horas de voo com instrutor.
O estudante Igor Albuquerque, 18 anos, está para concluir as 35 horas de voo. “Minha pretensão é ser piloto de linha aérea. Sei que até lá ainda levará um tempo, pois tenho que fazer o curso de Piloto Comercial e acumular horas de voo. É preciso ter paciência, persistência e muito amor pelo que faz”, afirma. (Diário do Pará)
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