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Clima de terror na fazenda Ponta da Serra Maruré

Grupos armados estão provocando um clima de terror dentro da Fazenda Ponta da Serra Mururé, localizada no km 128 da Estrada do Rio Preto, no município de Marabá. A propriedade, que compõe o espólio de Delvar Amâncio de Araújo, encontra-se há cinco anos so

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Grupos armados estão provocando um clima de terror dentro da Fazenda Ponta da Serra Mururé, localizada no km 128 da Estrada do Rio Preto, no município de Marabá. A propriedade, que compõe o espólio de Delvar Amâncio de Araújo, encontra-se há cinco anos sob o controle parcial de invasores, apontados como militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Eles constituem cerca de 120 famílias e já foram retirados da propriedade em três ocasiões, por decisão da Justiça. Mas em todas elas acabaram voltando, a última em agosto passado. E a cada retorno, segundo denúncias, têm se mostrando mais agressivos.

Foi esse o relato passado pela advogada Adelaide Acácia Leite Vieira às autoridades da área de segurança pública, em Marabá e na capital. Através de ofício dirigido no dia 8 deste mês ao delegado geral da Polícia Civil, Raimundo Benassuly Júnior, a advogada informou que os invasores vêm cometendo continuamente diversos crimes.

CRIMES
Entre as ações criminosas atribuídas aos invasores, Adelaide Vieira cita o roubo de madeira, através de corte ilegal da reserva ambiental; corte de energia elétrica por nove dias, o que provocou inclusive a perda de vacinas mantidas em ambiente climatizado; furto de energia elétrica, ameaças de morte aos funcionários, tentando impedi-los de trabalhar; e o abate sistemático de gado, sempre a tiros. “Eles agora estão atirando também nos animais só para provocar. Diariamente são feridos de cinco a seis cabeças”.

Ao delegado geral da Polícia Civil, a advogada solicitou providências urgentes para afastar o risco de um conflito, já que o clima de tensão dentro da fazenda, conforme frisou, já se tornou insuportável. “Homens circulam por todos os cantos da fazenda exibindo armas de fogo e com frequência estão ameaçando de morte os empregados”, disse a advogada, acrescentando que o constrangimento se tornou ainda maior porque os invasores construíram uma guarita com a qual pretendem controlar a entrada e saída dos moradores.

Exibindo farta documentação, da qual encaminhou cópia esta semana para a direção da Faepa (Federação da Agricultura e Pecuária do Pará), Adelaide Vieira sustenta já haver formalizado denúncias sobre os atos de violência e os crimes ambientais ao Ibama, Delegacia de Meio Ambiente, Delegacia de Conflitos Agrários e Delegacia Geral da Polícia Civil. Nenhuma providência, segundo ela, foi tomada até hoje. “É essa omissão que tem fortalecido entre os invasores o sentimento da impunidade, levando-os a agir com violência cada vez maior”.(Diário do Pará)

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