Na porta da Unidade de Saúde da Marambaia, um funcionário avisava: “Médico só às 16h”. Diante do aviso, alguns voltavam para casa, resignados. Outros reclamavam de descaso com a população. Já outros sentavam nos bancos na frente da unidade e aguardavam, mesmo sabendo que não seriam atendidos.
Em um canto, Juscelino Nascimento tremia deitado em um dos bancos em frente à unidade de saúde. Debilitado, mal conseguia falar. Sentindo fortes dores abdominais, ele também aguardava pela chegada de um médico. A acompanhante do paciente chorava desesperada com a situação. “Ele está aguardando uma cirurgia e viemos aqui na emergência por causa da dor que ele está sentindo. Vamos procurar outra saída”, disse.
O servente Gilvandro dos Vales foi mais um dos pacientes que não conseguiu atendimento. Com tontura e dor no estômago, ele aguardava os sintomas amenizarem para voltar sozinho para casa. “Estou esperando passar (a tontura) para poder voltar. Se eu for assim, capaz de cair por aí”, lamentava.
Logo no começo da manhã, o movimento já era grande em frente à unidade de saúde. Muitas pessoas chegavam tentando atendimento e reclamavam por não ter como se deslocar para outras unidades de saúde. “É por isso que morre tanta gente”, reclamava indignada uma senhora que procurava atendimento para o filho.
DOENÇA
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informa que o médico do plantão da urgência na manhã de ontem compareceu ao local para trabalhar, mas, devido ao quadro de uma forte gripe que se encontrava, ele foi dispensado pela direção da unidade para não colocar em risco a saúde dos pacientes. A troca de plantão aconteceu às 11h, normalizando o atendimento. (Diário do Pará)
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