A Polícia Federal desencadeou hoje, 15, a “Operação Check-in”, que tem o objetivo de desarticular um grupo de pessoas que realizava crimes contra o Sistema Financeiro do País. A coordenação das investigações está a cargo do Grupo de Combate a Crimes Financeiros – GRFin, da Polícia Federal do Pará, sob o comando da Delegada de Polícia Federal Milena Ramos.
O Inquérito Policial nº 389/2009 da SR/DPF/PARÁ, foi instaurado visando apurar a prática de crime contra o SFN e a “lavagem de dinheiro” do grupo que possui abrangência nacional nos Estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Goiás, Minas Gerais e Amapá, bem como o Pará, onde o grupo tem residência e estabeleceu sua base de negócios criminosa.
Durante as investigações, foi identificada a atuação de dois grupos com condutas bem definidas, porém, ligadas entre si, fazendo parte de uma rede criminosa. Os policiais Federais concluiram que os grupos atuava no Aeroporto Internacional de Belém e em casas de câmbio, instaladas no centro comercial da capital paraense.
O primeiro (Grupo do aeroporto), tem um forte esquema de compra e venda de moeda estrangeira e o segundo (Casas de câmbio), confirmados com fortes indícios de envolvimento com a ação criminosa, abastecendo-se com moedas estrangeiras obtidas ilegalmente pelo grupo do aeroporto, oriundas dos vôos do Suriname, vindos posteriormente comercializar tais moedas em seus estabelecimentos totalmente à margem dos órgãos de fiscalização.
Além de operações com moedas estrangeiras, o grupo também negocia clandestinamente ouro, este procedente da Guiana Francesa e Suriname, com possibilidades de origem também de cidades no Brasil, como Itaituba.
A Polícia Federal identificou que a rede de criminosos realiza transações com moeda proveniente da Guiana Francesa, mais especialmente das cidades de Caiena e Kourou, de onde enviam remessas de euro para a cidade do Oiapoque/AP. Tais remessas são transportadas para Macapá/AP e desta para diversos lugares do Brasil, seja através de companhias aéreas (Remessas feitas com a declaração de documentos) ou de pessoas (Mulas) que transportam dinheiro preso ao corpo.
Alguns dos alvos já foram investigados durante a deflagração da “Operação Farol da Colina”, realizada no ano de 2004, e um deles, considerado como um dos chefes da organização, José Alves de Lima Junior, já tem condenação penal em 1ª instância na Justiça Federal (18 anos de reclusão).
A Operação “Check in” utiliza 130 policiais Federais de diversos Estados do País, que cumprem 15 Mandados de Prisão Preventiva e 49 Mandados de Busca e Apreensão expedidos pela 9ª Vara da Justiça Federal do Pará, nos Estados do Pará, Amapá, São Paulo e Amazonas.
(As informações são da Polícia Federal)
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