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Aguaceiro deixa trânsito lento em Belém

É só o céu começar a escurecer e as nuvens se espalharem em cima de Belém para que os moradores tenham que se preparar para mais uma tarde de transtornos com trânsito parado e alagamentos em ruas que já viraram tradição. A sensação de não conseguir se mov

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É só o céu começar a escurecer e as nuvens se espalharem em cima de Belém para que os moradores tenham que se preparar para mais uma tarde de transtornos com trânsito parado e alagamentos em ruas que já viraram tradição. A sensação de não conseguir se movimentar no aguaceiro se repete nessa época do ano.

Um dos bairros que sofrem com os fortes temporais é o Guamá. Na avenida Perimetral, próximo da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), o alagado torna o trânsito mais lento, mas, ao mesmo tempo, atrai a criançada para a brincadeira de bola, em meio ao risco que a água parada e o lixo trazem ao local. Já na rua Augusto Corrêa, as valas entopem, provocando fedor e dando um aspecto escuro à água, que invade as ruas.

Na Pariquis, já no bairro da Cremação, a cena de alagamento, carros parados e moradores ilhados é cotidiana. “A gente até tenta. Mas nunca dá para passar”, reclama um motorista apressado. O mesmo acontece nas travessas Vileta, Mariz e Barros e Mauriti, no Marco. Outra dor de cabeça são os engarrafamentos que fatalmente reaparecem quando as nuvens despejam água na cidade. Durante a tarde de ontem, o trânsito ficou mais lento na Avenida Governador José Malcher, na Nove de Janeiro e na Conselheiro Furtado.

E na Bernardo Sayão, o maior drama. A rua fica praticamente intrafegável, principalmente para carros pequenos. Somente ônibus e caminhões passam com alguma facilidade, levantando pequenas ondas. Alguns poucos corajosos de moto e veículos menores se arriscam. A maioria resolve mesmo dar meia volta. Chamou a atenção um carreteiro que decidiu encarar os carros e as águas. “Tem que ir. Não dá para ter moleza”, justificou. (Diário do Pará)

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