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Servidores pregam total paralisação nas UREs

“Estou tentando conseguir uma consulta para a minha filha, mas fui informada que os serviços estão suspensos. Agora vou voltar para casa com ela”, desabafou a dona de casa, Cláudia Souza, que buscava atendimento para a filha doente ontem (15) na URE-Mater

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“Estou tentando conseguir uma consulta para a minha filha, mas fui informada que os serviços estão suspensos. Agora vou voltar para casa com ela”, desabafou a dona de casa, Cláudia Souza, que buscava atendimento para a filha doente ontem (15) na URE-Materno Infantil, uma das unidades paralisadas pelos servidores da saúde. Eles protestam pelo não recebimento da Gratificação de Desempenho Institucional (GDI) referente aos meses de julho, agosto e setembro, enquanto as secretarias municipal e estadual de Saúde ainda divergem sobre quem deve pagar o adicional.

O maior prejuízo continua sendo para a população. Quem procurou por atendimento nas unidades de referência especializada (UREs) da capital ontem voltou da porta. Os servidores que estão em estado de greve desde o último dia 2 prosseguem com os serviços suspensos por tempo indeterminado.

No final da manhã, uma assembleia realizada em frente ao Centro Integrado de Governo, onde os servidores esperavam ser recebidos por algum representante do Governo, decidiu-se que hoje todos os serviços devem ser totalmente suspensos. Uma mobilização está marcada para as 9h, em frente ao Teatro da Paz, de onde os servidores devem partir em caminhada até o Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura, na tentativa de um encontro com o prefeito Duciomar Costa.

“Vamos continuar com os serviços suspensos até que o nosso problema seja resolvido. Já se passaram três meses e até agora nada”, argumentou o coordenador geral do Sindsaúde em Belém, Ribamar Santos.

Segundo o Sindsaúde, foram marcadas duas audiências com o secretário municipal de Saúde, Sérgio Pimentel, mas nada foi resolvido.

Volta ao trabalho no Barros Barreto

Terminou a paralisação dos funcionários do Hospital Universitário Barros Barreto. Ontem, 150 deles foram até a UFPA cobrar do reitor Carlos Maneschy o pagamento dos vales, alimentação e transporte, atrasados por mais de uma semana e melhores condições estruturais na unidade. Apenas 30% dos serviços do hospital funcionaram e várias pessoas ficaram sem atendimento. “Tenho que esperar, já que a quantidade de funcionários é muito pequena em relação ao número de pacientes”, disse a doméstica Edilsa Silva, que esperou uma hora para marcar um exame para o filho de seis meses na pediatria.

O diretor do HUJBB, Eduardo Leitão, assumiu a ocorrência dos problemas estruturais e funcionais, e disse que as dificuldades financeiras e o atraso na entrega de materiais médico-hospitalares contribuíram para a situação. “Os cortes de verbas por parte do governo federal acabaram inviabilizando os projetos de revitalização do hospital”, declarou. Após reunião com servidores, o diretor da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), João Guerreiro, informou que o Ministério da Saúde foi contactado e garantiu a liberação das verbas atrasadas dos tickets alimentação e transporte até o dia 21 deste mês. O Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior informou que se o acordo não for cumprido a categoria decretará greve geral no dia 22. (Diário do Pará)

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