O Pará apresentou números alarmantes sobre a exploração sexual de menores no Pará. O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito que apurou crimes dessa natureza no Brasil mostra que há casos em todos os 143 municípios do Estado. No Pará, a cada dia, dois menores são vítimas de algum tipo de assédio. De 2004 a 2008, foram registrados 3.558 casos de crimes sexuais contra menores no Estado, sendo 3.057 contra meninas e 501 contra meninos. Desse total, 688 crimes aconteceram com crianças com menos de cinco anos de idade.
O pior capítulo do relatório está reservado ao levantamento feito pela CPI da Pedofilia na Ilha do Marajó. De acordo com o texto, o Marajó é considerado um “caso crítico”, já que as vias de acesso na região permitem que se tenha instalada ali o que eles consideram uma “rota de exploração sexual”, abrangendo, principalmente, os municípios de Portel, Muaná, Breves, Curralinho, São Sebastião da Boa Vista e Gurupá.
Segundo o relatório, em regra, os crimes acontecem com a conivência dos familiares e parentes, visto que, para parte considerável das famílias envolvidas, essa é a única forma de garantir o acesso aos bens e serviços necessários para o atendimento de algumas de suas necessidades básicas.
“Essa forma de exploração comercial constitui, se não a única, a principal forma de acesso a algum tipo de renda como consequência da baixa possibilidade de geração de emprego e renda na região, que sobrevive basicamente de extrativismo e da pesca”, adverte a CPI. Leia mais no Diário do Pará
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