Em mais um dia de paralisação os servidores das Unidades de Referência Especializada (UREs) do Estado decidiram na manhã de ontem continuar com os serviços suspensos até terça-feira, 21, ou até receberem um parecer sobre o pedido de bloqueio das verbas municipais, que era esperado para ontem.
O bloqueio de R$ 12 milhões, que é o valor referente ao montante utilizado pela secretaria de saúde municipal (Sesma), foi pedido pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e encaminhado para as mãos do juiz titular da 3ª Vara Cível, Silvio César dos Santos Maria.
Durante a manhã, os servidores tentaram garantir que todas as UREs iriam permanecer com atendimento parado. “Queremos garantir que todas as unidades vão ficar paradas. Todos tem que aderir ao movimento”, comentou o coordenador geral do Sindsaúde de Belém, Ribamar Santos.
Mas de acordo com informações de servidores que participavam da mobilização, algumas unidades estavam funcionando com o seu atendimento mínimo. Este era o caso da URE Materno Infantil, que desde os primeiros dias da paralisação só permaneceu dois dias com seu serviço suspenso por total.
ATENDIMENTO
“Aqui nessa unidade atendemos casos de alto risco e por isso não podemos paralisar por completo. Pelo menos o atendimento de 30% vai permanecer”, disse a diretora da URE, Itamara Souza. Na unidade são feitos atendimentos à obstetrícia de risco, recém-nascido de risco e neurologia.
Aproximando ao vigésimo dia de paralisação, a população continua sofrendo com o descaso e a falta de respeito em busca de atendimento nas UREs. Além dos serviços estarem parados dentro da URE Demétrio Medrado, durante o dia de ontem foi organizado uma festa de confraternização entre os funcionários e algumas crianças que fazem tratamento no local.
O comerciante João Malcher, 56 anos, que procurou atendimento nessa unidade, voltou para casa indignado com a situação. “Minha esposa precisa de tratamento para os ossos. Somente essa semana vim aqui duas vezes e não consigo nem ao menos saber quando o funcionamento vai voltar ao normal”.(Diário do Pará)
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