Escolher, pegar e sair das lojas carregando o presente ideal de Natal ou não sair de casa e resolver tudo ao passo de um clique? No ano em que a economia brasileira vai de vento em popa para as compras, todos os tipos de venda, seja na web ou no mercado varejista, terão alta em relação aos anos anteriores. O comércio varejista espera crescimento de 10% com as compras de Natal. Mas é a internet que reserva uma explosão de consumo. O comércio eletrônico espera crescer não menos de 40%. Tudo indica que o maior ganhador nesse enredo será o consumidor, que terá várias opções na hora de ir às compras.
Estimativa divulgada pelo site E-Bit, especialista em projeções sobre comércio na internet, mostra que esse segmento deve faturar R$ 2,2 bilhões no Brasil com o Natal de 2010. Caso a previsão se confirme, o setor pode fechar o ano com um faturamento de R$ 15 bilhões, valor recorde.
O estudante universitário Williames Santos engrossa essa estatística. Ele é um comprador assíduo de lojas virtuais. “Esse ano, comprei de Natal para mim uma passagem aérea pela internet. Dependendo do tipo de produto, sempre escolho a internet, por achar mais cômodo, prático, rápido e por ter mais opções. O preço também compensa, já que as lojas web fazem algumas promoções que saem muito mais em conta do que em lojas físicas. Só que compro eletrônicos. Vestimentas, não, pois preciso experimentar. Estou até pensando em comprar umas blusas pela internet, mas é complicado, pois nem todas as blusas do tamanho M dão em mim”.
Enquanto isso, o setor mais tradicional varejista já comemora a melhor expectativa de vendas durante as festas natalinas dos últimos cinco anos. E o crescimento das vendas pela internet até agora não prejudicam o varejo. É o que pensa o presidente do Sindicato dos Lojistas de Belém, Jorge Colares. “O camelô prejudica muito mais os lojistas do que as vendas na internet. Essa é a realidade de Belém, ao menos. Já em certas cidades do Pará, como Marabá, deve ser diferente, pois não tem grande número de lojas e por isso as pessoas acabam por optar pela compra online. Porém, em números absolutos, acredito que esse aumento das vendas web não devem ser tão grande assim, se comparadas com a venda dos lojistas”.
Em um shopping de Belém, por exemplo, a expectativa de crescimento é de 12% nas compras em relação a 2009. “Estamos diante da economia estável, com o dólar baixo e uma grande oferta de crédito, acumulado com a confiança do consumidor. Por essa série de fatores, o natal de 2010 já pode ser considerado o melhor dos últimos cinco anos de acordo com os relatos dos lojistas. Ano passado, nós estávamos saindo de uma crise, era outro cenário. O conjunto econômico é considerado muito mais seguro agora. Como há mais confiança, o lojista se arrisca mais e oferece aos seus clientes uma maior oferta de créditos, além de investir mais em pessoal, material, etc.”, disse o gerente do shopping, Arnaldo Mota.
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