A senhora Maria do Carmo Gomes Barreto, que esperava há um mês por um leito, já está internada no Hospital Ophir Loyola. O drama da mulher de 62 anos, foi publicado na edição de ontem do DIÁRIO. Maria do Carmo foi diagnosticada com trombose e insuficiência renal.
eu corpo estava todo inchado e há mais de 10 dias que ela não conseguia urinar, evacuar e nem se alimentar. Ela estava em casa, porque já tinha procurado atendimento no Pronto-Socorro da 14 de Março e como não tinha um leito disponível, foi mandada de volta para casa, até que fosse chamada pela Central de Leitos.
A filha de Maria do Carmo, Irenil Barreto, disse que assim que a reportagem foi publicada, o leito foi disponibilizado. “Estávamos no Pronto-Socorro quando fomos informados de que ela ia conseguir o leito. Ficamos muito felizes e esperançosos com a recuperação da minha mãe”.
Na segunda-feira, quando a matéria foi feita, a reportagem procurou a assessoria da Sesma para saber se a paciente estava cadastrada na Central de Leitos e por que ela ainda não tinha sido encaminhada a um hospital de referência.
Em nota, a assessoria confirmou que a paciente estava cadastrada, mas que dependia de uma liberação de um leito no Hospital Ophir Loyola (HOL), “pois a paciente necessita fazer hemodiálise, devido seu quadro de saúde e o HOl é o único hospital que pode receber a paciente”, dizia a nota.
No dia seguinte, a assessoria do Ophir Loyola procurou a redação do jornal para esclarecer que somente na manhã de terça-feira, dia 28 de dezembro, recebeu o documento da Central de Leitos da Sesma solicitando a internação da senhora Maria do Carmo Gomes Barreto, citada na matéria.
Diante da solicitação, o HOL disponibilizou imediatamente um leito e informou a Sesma. No final da tarde de ontem, a internação foi feita. A reportagem procurou novamente a Sesma para entender o motivo do desencontro das informações, porém, até as 20h40, ninguém atendeu o plantão telefônico da assessoria.
“Pelo que nós percebemos, o leito já estava disponível há muito tempo. Só faltava um contato da Sesma com o hospital e isso não havia sido feito. Ou seja, minha mãe estava sofrendo, agonizando por conta de um simples telefonema que não havia sido feito. Fico pensando em quantas pessoas não devem estar passando por essa mesma situação”, disse a filha de Maria do Carmo. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar