O ano de 2010 está quase no fim e você provavelmente já se comprometeu com importantes metas para o ano que vai iniciar: entrar na academia, emagrecer, estudar mais, gastar menos. Esses são alguns dos exemplos mais comuns quando o assunto é promessa para o ano novo. Mas, será que essas metas são cumpridas ou são apenas empolgação de momento?
A dona-de-casa Ana Lima diz que costuma fazer uma série de promessas quando chega o fim do ano. “Sempre digo que vou começar uma dieta e dedicar mais tempo para mim”, conta. Porém, ela também revela que nem sempre é possível cumprir o prometido. “A gente acaba deixando de lado depois, é sempre assim”, brinca.
A estudante Camila Nascimento também é adepta das famosas promessas. “Quando chega o fim do ano já começo a lista. E quase sempre são as mesmas coisas: estudar mais e entrar na academia, por exemplo”, afirma. Já o “flanelinha” Luiz Silva diz que prefere rever seus valores e prometer mudanças relacionadas ao seu caráter. “Quero sempre tentar mudar para melhor, no convívio social, na família. Mas o cumprimento da promessa depende muito da pessoa”, afirma.
Por outro lado, há quem nem comece a fazer as tais promessas para o ano novo. “Eu não me preocupo mais em fazer promessa porque eu não cumpro. A maioria das promessas é só coisa de momento”, opina o professor Fábio Santos.
Promessas cumpridas ou não, o hábito de listar possíveis metas para o novo ano é saudável. “A cada ano costumamos fazer um balanço do que aconteceu, do que podemos melhorar. São perguntas que fazemos a nós mesmos e, aquilo que deixamos de fazer, nos propomos a continuar no próximo ano”, explica a psicóloga Maria José Lages.
De acordo com a psicóloga, o ser humano sempre tem uma desculpa para as metas que não cumpriu e refazer essas metas é uma maneira de reforçar suas esperanças. “É preciso esse reforço, é como se fosse uma renovação mesmo. É olhar pra frente, pensar no futuro”, diz. (Diário do Pará)
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