Esperança. Este é o sentimento que crianças, jovens e adultos autistas atendidos pela Casa da Esperança do Pará ainda estão sentindo com a ajuda que receberam da Associação dos Procuradores do Estado do Pará (APEPA) neste fim de ano. A instituição, que não possui fins lucrativos, conta com ajuda voluntária e, principalmente, com a força das famílias dos pacientes para manter o atendimento gratuito.
Em 2010, a instituição contou com o convênio da Secretaria de Estado de Saúde, “porém o contrato já acabou e ainda não temos previsão de outro convênio”, relata a pedagoga da Casa da Esperança, Eugênia Leão. A fundação é de Fortaleza (CE) e possui no Pará a única filial em todo o país desde 2007, fruto de uma parceria feita por um grupo de pais paraenses com a fundadora da Casa da Esperança, a médica Fátima Dourado.
Atualmente, cerca de 67 crianças e jovens, entre dois a 28 anos, são assistidos pela filial, localizada em Ananindeua. De acordo com Eugênia Leão, os assistidos (pacientes) junto com as famílias vão para a instituição de segunda a sexta-feira e ficam durante quatro horas todos os dias, de manhã ou à tarde. “As pessoas com qualquer grau de autismo têm atendimento de psicólogos, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional, pedagogos e fisioterapeutas. Já as famílias têm atendimento de psicólogos e assistentes sociais. O diagnóstico e a medicação são feitos pela própria fundadora, que vem uma vez por mês”, explica a pedagoga.
O corpo técnico fez treinamento em São Paulo (SP) e hoje aplica uma das melhores metodologias na Casa da Esperança do Pará. “A filial é a única instituição no Estado que fornece cuidados exclusivos às pessoas com autismo. A nossa lista de espera possui mais de 200 crianças. Porém, não temos estrutura para atender todas. O ideal seria que o Estado arcasse com o custeio da instituição. O atendimento fornecido gratuitamente é um direito das pessoas com autismo e das famílias”, acredita Eugênia.
Com a ajuda da Associação dos Procuradores do Pará, alguns equipamentos puderam ser comprados para a instituição. “A Apepa, por meio de alguns procuradores que já conheciam o trabalho da fundação, entendeu que a Casa da Esperança do Pará realiza um importante papel para a sociedade paraense. Ficamos muito contentes em poder ajudar, através da fundação, muitas famílias que precisam desse atendimento único”, finaliza a presidente da Apepa, Carolina Massoud.
Quem puder ajudar a Casa da Esperança, a instituição fica localizada na Rua Passagem Evangélica, nº 7, bairro do Coqueiro, em Ananindeua (PA). O telefone para contato é (91) 3237-7985.
(DOL, com informações da Apepa)
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