O governador eleito Simão Jatene foi o entrevistado do Argumento nesta segunda-feira (3). Em três blocos do programa Jatene foi questionado sobre meio ambiente, saúde, segurança, pecuária e projetos; além de responder perguntas dos internautas através do twitter @leiomaurobonna.
No primeiro bloco, o governador falou sobre secretarias e meio ambiente. Em relação as secretarias, Jatene afirmou que é necessário um pacto com a socidade. "Se cada secretaria for tratada como um feudo, como se fosse sua, a chance de dar certo é zero. As secretarias são uma oportunidade dos partidos devolverem à sociedade a confiança que lhes foi depositada", disse.
Jatene também comentou sobre a proporção de cadeiras para cada partido "Essa escolha não é mecânica, tem que ter respeito a pluralidade dos partidos. Se o PT quiser participar, pode, desde que tenha projeto", comentou.
Quando perguntado sobre os entraves ambientais para o funcionamento do terminal da Cargill, em Santarém e projetos para o Parque do Utinga, em Belém Simão foi categórico. "A síntese do desafio do Estado é reduzir a pobreza e a desigualdade com desenvolvimento sustentável. Não podemos entrar na falsa questão, na armadilha de ou se produz ou se preserva. Essa questão é idílica, reacionária até. Existem problemas ambientais, sim e graves. Mas é preciso perceber o que é questão ambiental e o que é interesse de empresa, de países de fora que querem estancar o desenvolvimento".
O segundo bloco foi dedicado à perguntas sobre saúde, segurança e pecuária.
Jatene espera ter apoio nacional para resolver o problema do saneamento básico, com déficits na área de esgoto e água no Pará. "A área de esgoto é grave, mas a água é fundamental e é um projeto de valor alto. o PAC naciolnalmente tem recursos para essa área, espero que tenhamos aliança e recursos para essa área aqui do Estado", comentou.
Sobre uma possível privatização da Cosanpa, Jatene disse que é uma bobagem por parte do governo. "O que precisa é engendrar um modelo de desenvolvimento, vamos melhorar a eficiência da Cosanpa", sinalizou.
Na saúde, o apresentador Mauro Bonna comentou sobre a grande demanda de pacientes que vem do interior e acabam 'inchando' os hospitais em Belém, que por si só já são problemáticos e perguntou se o governador possui algum projeto para ajudar esses interiores. "No nosso governo nós tinhamos um programa de médico no interior, ajudávamos a pagar médicos para esses locais. E quando construimos os 5 hospitais regionais foi uma primeira etapa de uma segunda que é melhorar os hospitais municipais. O efeito imediato disso seria atender nos locais e reduzir essa vinda para a capital", respondeu. Outro projeto relacionado a saúde é a construção de um hospital flutuante, que funcionaria em barcos em parceria com a marinha.
O sistema penal é outro calo do governo. "É um desafio, mas temos recursos para construir mais 9 casas penais", disse.
Jatene foi indagado sobre a pecuária do Pará que possui o 4° rebanho do país, mas ainda sofre com a questão da febre aftosa e preços elevados da carne. "Conseguimos tirar o Pará de uma área de risco desconhecido da febre aftosa para zona livre. Mas precisamos evoluir, ao invés de produzir boi, temos que produzir carne. Para isso temos que desmitificar algumas coisas. A pecuária já está ai, precisamos ser inteligentes, trabalhar de uma forma correta, diminuir a área da pecuária e aumentar a produção".
O apresentador Mauro Bonna também questionou se era viável a construção de um porto para a exportação de boi em pé. "Precisamos discutir valores, se é rentável para o Estado", afirmou.
Jatene terminou o bloco comentando que está mediando as negociações para a escolha da presidência da Alepa. "É uma questão do legislativo, mas que interessa sim ao governador. Nos interessa sim, e estamos conversansando sobre esse cargo".
No último bloco, Jatene respondeu a perguntas de telespectadores que enviaram suas indagações pelo twitter. Entre elas, Jatene disse que tem projeto de lazer para o entorno do Mangueirão e que vai discutir alguma forma de ajudar os clubes de futebol do Pará, que estão falidos. (DOL)
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