Cobrando melhores condições de trabalho e pagamento dos salários atrasados, cerca de 400 trabalhadores paralisaram as atividades no canteiro de obras e interditaram, por volta das 6h30, a Avenida Conselheiro Furtado, próximo à Avenida Alcindo Cacela.
Trabalhadores da Construção Civil (Sctimb), trabalhadores e a administração da construtora responsável pela construção de um conjunto de prédios no local.O trânsito foi liberado somente duas horas depois, após uma reunião entre representantes do Sindicato dos
Por conta da obstrução da via, o trânsito ficou lento. Para chegar ao centro da cidade, motoristas tiveram que desviar pela Alcindo Cacela e seguir pela rua Pariquis. Uma equipe da CTBel (Companhia de Transportes de Belém) esteve no local para conduzir o fluxo.
Segundo Francisco de Jesus, coordenador do Sctimb, um dos motivos do protesto seria o atraso nos salários, incluindo o 13º, dos operários contratados pela construtora Gafisa, responsável pela obra. “Queremos que a empresa respeite a ‘Convenção Coletiva de Trabalho’, que determina o pagamento da categoria a cada quinzena. Existem trabalhadores que não recebem desde 15 de dezembro de 2010”.
A categoria também reclamou de condições precárias de trabalho. “Não existe água potável para beber, faltam banheiros e a comida é de má qualidade”, aponta o pedreiro Waldecir Soares. Já o servente Robson Roberto teme que a obra possa gerar problemas futuros de saúde. “Quando o elevador fica com problema, os operários precisam carregar material do 1º ao 30º andar”, conta.
Após uma reunião com representantes dos trabalhadores e a administração da empresa, foi decidido o retorno dos operários ao canteiro de obras. “Eles disseram que o pagamento dos atrasados será feito amanhã de manhã. Caso o dinheiro não saia, vamos para a Conselheiro Furtado novamente”, afirmou Francisco de Jesus.
Em nota, a Gafisa afirma que está acompanhando as empreiteiras responsáveis pela contratação dos funcionários junto ao sindicato, e que a questão foi resolvida de imediato. A companhia enfatiza ainda que é obrigatório em todos os seus canteiros de obra a adoção de normas técnicas e aparelhos de segurança e medicina do trabalho.
INFUNDADAS
Protesto reuniu cerca de 400 operários que dizem que acordo de pagamento quinzenal não está sendo cumprido e que faltam banheiros, água potável e comida de qualidade na obra. A empresa responsável pela obra nega e diz que as acusações são infundadas. (Diário do Pará)
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