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Venda de uniforme cresce em janeiro

Ano sai, ano entra e o mês de janeiro é sempre de muita correria para os pais, que têm que providenciar uniforme e material escolar para os filhos - o que envolve um gasto considerável e demanda tempo para percorrer lojas em busca de melhores preços e qua

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Ano sai, ano entra e o mês de janeiro é sempre de muita correria para os pais, que têm que providenciar uniforme e material escolar para os filhos - o que envolve um gasto considerável e demanda tempo para percorrer lojas em busca de melhores preços e qualidade.

“Só tenho essa opção de loja para comprar o uniforme, mas eu gosto dela por que a blusa é de qualidade, ele passa com ela o ano todo”, conta a técnica de enfermagem Luiza Aragão, que comprou duas blusas ao custo de R$ 36,50 cada para o filho Amon, aluno do convênio. Ela conta que foi necessário reservar cerca de R$ 700 no orçamento para comprar uniforme, material escolar e livros: “Eu tiro do 13º para comprar tudo essa semana. Pesa no orçamento, mas já é um dinheiro que tem esse destino”.

De acordo com a gerente de uma malharia, Lene Nunes, as vendas ainda não engrenaram, o que deve ocorrer na semana de 17 a 21 deste mês, mais próximo do início das aulas. “A maioria prefere deixar para comprar de última hora, mas se comparar com o mesmo período do ano passado, as vendas dos uniformes aumentaram”. A loja dispõe de uniformes de seis escolas, cujos preços variam entre R$ 20 e 40 a blusa.

Uniformes com preço mais em conta – R$ 25 - foram encontrados pelos estudantes Flávio Rodrigues e Zildete Granjero em uma malharia há 60 anos no mercado e que trabalha com 32 escolas da cidade, tanto da rede pública quanto da rede particular de ensino. “Daqui a uma semana o movimento melhora muito”, explicou Raimundo Ribeiro, diretor comercial do estabelecimento.

Segundo ele, no ano passado as vendas de uniformes escolares diminuíram 60% na loja, por conta da pirataria: “É o porteiro da escola, uma costureira conhecida, pessoas que começam a fazer os uniformes com qualidade inferior e com um custo menor, o que acaba seduzindo os clientes. Isso nos prejudica muito, por isso resolvemos colocar detalhes e refazer modelos das blusas, para dificultar a cópia.”

Outra ação para atrair a clientela foi abrir a malharia no horário do almoço e fechar após as 20h30, dando comodidade para os pais com o tempo apertado. (Diário do Pará)

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