O destino do bebê Natalino de Jesus continua incerto. A criança de pouco mais de 10 dias de vida continua morando provisoriamente em um abrigo estadual no Conjunto Satélite. O advogado da família, Américo Leal, afirma que irá pedir a guarda do menino à Justiça para que a avó materna possa ficar responsável pela criança.
Segundo ele, apesar de Elinaura Nascimento Santos, mãe de Natalino, não estar capacitada para criar o bebê, a sua família tem plenas condições de lhe oferecer um ambiente familiar. “A mãe da Elinaura tem condições de criar essa criança”. Leal está esperando somente que lhe seja repassada uma procuração para dar entrada no pedido de guarda.
O advogado afirma que, independente de ser feito teste de DNA, Elinaura tem direitos sobre a criança e por isso poderá ter a guarda. “Ela não está em condições no momento. Mas após passar o período do pós-gravidez, que dura em torno de 45 dias, a avaliação pode ser diferente”.
Enquanto é aguardado o pedido de guarda da criança, o inquérito que acusa Elinaura de tentativa de homicídio foi encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE). Segundo o delegado da seccional da Pedreira, Glauco Nascimento, o inquérito mostra que a mãe de Natalino quis o resultado e assumiu o risco de morte, o que acontece quando há a intenção de matar.
Ainda segundo Nascimento, a prisão preventiva só poderá ser pedida após a avaliação do MPE, que deverá oferecer denúncia à Justiça. Esse pedido de prisão preventiva deverá ser feito após 10 dias em que o MPE tiver avaliado e encaminhado pedido à Justiça.
SAÚDE
O estado de saúde de Natalino de Jesus continua bom e estável. Segundo o conselheiro tutelar responsável pelo caso, Abner Lopes, o menino, por ainda ter menos de um mês de nascido, tem recebido atenção especial no abrigo Começo Feliz, onde está desde que recebeu alta do hospital Santa Casa de Misericórdia. “Ele tem uma técnica em enfermagem cuidando dele 24 horas, além de receber o leite materno doado pelo banco de leite da Santa Casa”.
Lopes ainda afirma que a partir de agora o caso irá correr pelo Juizado da Infância que irá decidir se a criança fica com a família ou segue para adoção. (Diário do Pará)
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