O otimismo está presente nas vozes e no rosto de estudantes que participaram dos processos seletivos da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Eles disputam uma das 2.864 vagas ofertadas pelo vestibular e estão na expectativa de comemorar após a divulgação do listão dos aprovados hoje (7), às 10h.
“Eu quero fazer medicina. Passei em outros cursos como direito e engenharia civil em outras instituições, mas quero mesmo é ser médico e me especializar em endocrinologia ou atuar como neurocirurgião”, afirma Thiago Neves da Silva, 17 anos. No início de 2010, ele encontrou dificuldades para estudar devido ao nervosismo por tentar um curso tão concorrido como medicina, mas, aos poucos, conseguiu encontrar um método de estudo que o satisfez.
Segundo Thiago, o vestibular tem um peso muito grande para qualquer estudante, que tem que lidar com pressão que vem de todos os lados. “Eu havia passado em medicina numa instituição particular, mas o curso é caro e, além disso, a Uepa é reconhecida e tem toda a estrutura. Fiz boas provas no Prise, então acredito que vá passar e, quando isso acontecer, vou comemorar muito”.
Tentando vestibular para enfermagem, Camile Irene Mota da Silva explicou que a escolha do curso foi baseada na pontuação que fez no Prise. “Achei esse curso mais próximo de medicina, além da minha mãe ser técnica de enfermagem e atuar na Uepa, o que também influenciou na minha escolha profissional”. Camile seguiu uma rotina de quatro horas diárias de estudo, após a escola e cursinho, e diz ter feito uma boa redação, quesito onde aposta as suas fichas para a aprovação.
REDAÇÃO
Thamiris Garcia também concorre a uma vaga no curso de enfermagem e concorda que a prova da Uepa neste vestibular estava difícil. “Não sei como é no Prosel, mas falta equilíbrio entre as fases do Prise. A primeira estava mais fácil, mas essa última foi uma prova semelhante à do Enem, com um nível de exigência alto, de muitas leituras. A redação estava mais acessível”.
Também apostando que a redação irá lhe dar vaga no curso de engenharia ambiental, Gabriela Araújo Fragoso explicou que não tinha muito tempo para estudar em casa após passar o dia entre cursinho e colégio, mas sempre reservava umas horas no final de semana para ler. “Eu comecei a pesquisar no 1º ano e engenharia ambiental chamou minha atenção pelo mercado promissor aqui na Amazônia”. (Diário do Pará)
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