“Ali era só inhangal. Não tinha tudo isso de edifício”, constata Elza Alves de Araújo, 69 anos completados no último dia 3 de janeiro, enquanto aponta para o outro lado da baía. Espigões de concreto materializam-se em frente a ela numa paisagem cujas mudanças ela acompanha desde criança.
Afinal, as quase sete décadas de vida dela foram passadas ali, em casas de madeira que mudam de lugar apenas por força das marés, na Ilha das Onças, pertencente ao município de Barcarena, mas bem em frente a Belém.
Viver defronte à capital paraense significa para Elza a experiência de estar perto e longe ao mesmo tempo. Belém é referência. Mas isso não se traduz em querer que essa proximidade seja total. “Aqui onde moro é bom. Tem mais sossego, embora os ratos da água (piratas) sejam uma perturbação”, diz ela.
Belém é quem recebe o que Elza tem para negociar. Açaí e taperebá estão na linha de frente de uma produção domiciliar, que complementa a renda dela, junto com o que recebe de aposentadoria.
Belém é quem fornece o que Elza precisa. O ‘rancho’ para a família, as roupas a serem vestidas, os pequenos confortos. “A gente leva o nosso produto e faz as compras que precisa”, diz. Sempre foi assim com os ribeirinhos. Do gelo para a conservação de alimentos até a água mineral para consumo, quase tudo vem da cidade. Leia mais no Diário do Pará.
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