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Governo quer diretoria com diversidade partidária

O PT já realizou uma reunião e a posição inicial é não ter um candidato da oposição, pelo menos por enquanto. “Vamos buscar uma composição que fortaleça o parlamento, mas não está descartado, de acordo com o cenário, que tenhamos uma candidatura própr

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O PT já realizou uma reunião e a posição inicial é não ter um candidato da oposição, pelo menos por enquanto. “Vamos buscar uma composição que fortaleça o parlamento, mas não está descartado, de acordo com o cenário, que tenhamos uma candidatura própria”, diz o petista Carlos Bordalo.

O deputado do PT afirma que a bancada que vai comandar a oposição na próxima legislatura ainda não fechou em torno de um nome. “Tomamos apenas uma posição política de defender um nome que, ao assumir a presidência, preserve a autonomia do Legislativo”. Por essa tese, diz ele, o ideal é que o presidente venha de uma legenda que não seja o PSDB, partido do governador. “Não somos contra que seja um presidente afinado com o governador, mas o ideal é que fosse alguém capaz de ajudar o governo sem limitar as prerrogativas do Legislativo”, diz, deixando claro que até agora o nome mais simpático aos oposicionistas é o do deputado Martinho Carmona, do PMDB, que já presidiu a Casa nos anos 90 e tem articulado a candidatura nos bastidores.

As eleições serão no dia 1º de fevereiro, daqui a 16 dias, uma eternidade, em se tratando de articulações políticas. Por isso, a ordem no governo é manter a cautela. O chefe da Casa Civil, Zenaldo Coutinho, que tem trabalhado nas articulações, despista ao ser indagado sobre o assunto.

“Esse é um assunto da Assembleia”, justifica, mas em seguida admite que o governo tem interesse no tema e que trabalha para que a Mesa Diretora “reflita a diversidade partidária da base de apoio ao governo”. “A base terá um candidato, mas não há preconceito com partidos”, reforça Coutinho. Além do presidente, na eleição de fevereiro, que tem como eleitores os 41 deputados estaduais, serão escolhidos dois vice-presidentes e quatro secretários. A ideia do governo é distribuir esses cargos entre a base aliada e, com isso, fechar uma chapa de consenso.

Para isso, será necessário mexer as peças com muito cuidado. Não por acaso, a eleição para a AL é sempre um grande teste para a unidade da base governista e para a capacidade de negociação do Executivo. Os próximos dias dirão como o novo governo se sairá nessa verdadeira prova de fogo. (Diário do Pará)

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