Sem acordo. Foi assim que terminou a reunião realizada na manhã de ontem (18), onde deveria ser definido o reajuste do valor da mensalidade das escolas particulares do Pará. A decisão ficará para próxima terça-feira (25), quando novamente as partes interessadas devem se reunir.
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/Pa), Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e União Paraense dos Estudantes (Upes) não concordaram e acharam absurdamente alta a proposta de 8%, apresentada - surpreendentemente - pela Associação dos Pais de Alunos do Pará (Apaiepa) e Sindicato das Escolas Particulares do Pará. “Esse valor não condiz com a realidade econômica do nosso Estado. Eles querem 2% a mais acima da inflação, que está em 6,47%”, ressaltou o coordenador técnico do Dieese, Roberto Sena.
Como justificativa para o reajuste de 8%, o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Pará, Ronald Andrade, disse que esse valor é para cobrir o custeio de despesas e pessoal das instituições. “Não podemos definir esse reajuste baseado apenas no índice da inflação. Se fosse assim, nem teríamos acordo”. Andrade ressaltou ainda, que as escolas particulares paraenses possuem uma das mensalidades mais baixas do país.
O que surpreendeu foi a posição da Apaiepa, que concordou com os 8%. O presidente da associação, Hilton Durães, disse que as escolas precisam se adequar à Resolução 001/2010 do Conselho Estadual de Educação do Pará, que determina que até 2013 todas deverão colocar um professor e um ajudante em uma sala de aula para alunos da educação infantil. “Com essa nova determinação, as escolas terão que gastar muito mais”.
O coordenador do Dieese alertou que se o reajuste ficar no patamar de 8%, irá contribuir para o aumento da inadimplência nas instituições, que hoje já chega a 25%. “Seria um tiro no pé. O pai do aluno não tem como pagar esse aumento, até porque o salário dele não subiu”. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar