plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Transamazônica pode ser fechada hoje (19)

Trabalhadores rurais que apoiam a exploração madeireira no assentamento onde foi morta a missionária Dorothy Stang ameaçam fechar a rodovia Transamazônica (BR-230), perto do município de Anapu. Eles protestam contra a tentativa do Incra e de outros morad

twitter Google News

Trabalhadores rurais que apoiam a exploração madeireira no assentamento onde foi morta a missionária Dorothy Stang ameaçam fechar a rodovia Transamazônica (BR-230), perto do município de Anapu.

Eles protestam contra a tentativa do Incra e de outros moradores da área de expulsar da região madeireiros com os quais negociam. Essa, dizem, é sua principal fonte de renda.

A ameaça foi feita durante uma reunião hoje de manhã na cidade em que se tentava achar uma solução ao impasse instalado desde a semana passada, quando assentados interromperam os acessos ao PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável) Esperança para impedir a entrada de madeireiros na área.

Também participaram da reunião representantes dos assentados, do Incra e da CPT (Comissão Pastoral da Terra), ligada à Igreja Católica.

O fechamento da Transamazônica, disseram os trabalhadores rurais, ocorreria a partir de ontem à noite ou hoje de manhã.

A tensão na área aumentou no último ano. Em agosto, veículos de madeireiros foram queimados. Na semana passada, assentados a favor da preservação da área bloquearam a estrada na qual a freira norte-americana Dorothy Stang, que denunciava crimes agrários e ambientais na região, foi assassinada a tiros em fevereiro de 2005.

Segundo Cleide de Souza, superintendente do Incra em Santarém (PA) e que estava no encontro, os contrários à permanência dos madeireiros concordaram com a instalação de duas guaritas, com seguranças armados contratados pelo Incra, na entrada e na saída do PDS.

A ideia é evitar o trânsito de caminhões carregados de toras ilegais. Essa possibilidade revoltou os outros assentados, que exigiram uma audiência pública com a Ouvidoria Agrária Nacional, Ministério Público Federal e Ibama.

Ao final da reunião, chegaram a discutir com a superintendente e com representantes da CPT, impedindo a saída deles - que não estavam acompanhados de policiais militares.

Um batalhão de Polícia Militar comandado pelo capitão Abud continua em Anapu para garantir a segurança no local. Além disso, desde a semana passada efetivos da Companhia Regional da Polícia Militar de Altamira estão na área para entrar em ação caso haja necessidade. (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!