Com o perigo de uma epidemia de dengue no carnaval, por causa do grande fluxo de pessoas entre as cidades, os órgãos de combate à doença na capital se prepararam para fazer uma varredura nos locais de maior incidência de focos do Aedes aegypti. Os bairros de Nazaré, Umarizal e Reduto são os que apresentam o maior índice de focos, de acordo com o Levantamento de Índice Rápido do Aedes (Lira), realizado pelo Departamento de Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) já agora em janeiro. Esses bairros têm situação considerada de alta incidência, a maioria porque os moradores não permitem a visita de inspeção dos agentes de saúde.
Foram detectados nestes bairros muitos criadouros dos mosquitos em vasos e pratos de plantas, piscinas, frascos com plantas em água, bebedouros de animais, calhas das casas, entre outros.
Em grande parte dos bairros de Belém a situação também é de alerta, como a Marambaia a partir do Entroncamento até a Pratinha. Mas, nestes locais, os agentes não são impedidos de fiscalizar e de orientar os moradores.
No entanto, de acordo com a coordenadora da Vigilância à Saúde, Carlene Castro, o Lira constatou que a maior proporção de dengue na capital paraense é oriunda de lixo a céu aberto, ou seja, está ligada à falta de educação da população, que continua jogando lixo nas ruas, nos canais, em locais inadequados, ajudando a formar criadouros do mosquito, mesmo com todo o risco da doença se proliferar no período chuvoso. Leia mais no Diário do Pará.
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