O que deveria ter sido uma ação de orientação aos cerca de 400 vendedores da feira da 25 de Setembro, quase acabou em confusão. Tudo porque funcionários do Departamento de Vigilância Sanitária de Belém (Devisa) apreenderam vários isopores, bacias plásticas, 10 quilos de mexilhões e três quilos de camarões descascados. Os alimentos foram inutilizados e os isopores foram quebrados por estarem impróprios para uso.
A ação que faz parte do projeto “Amigos da Feira”, que iniciou ontem e vai passar pelas principais feiras da capital, acabou revoltando grande parte dos feirantes, que se sentiram prejudicados com o ato da Devisa. “O meu isopor era novo. Agora meu serviço como fica?, pois não tenho mais lugar para colocar gelo”, lamentou o vendedor de peixe Eliezer de Oliveira, que já trabalha na feira há 29 anos.
Assim como ele, o feirante Júlio César também reclama sobre a forma como foi feita a ação. “Chegaram de surpresa e retirando tudo. Não foi feita nenhuma notificação. E agora já está tudo quebrado. Eles não podem fazer isso”. César questionava a falta de comunicação. “Quando olhei eles já tinham pegado meu material. Nem sequer conversaram com a gente antes”.
Para o diretor da Devisa, Artur Fialho, era necessário que houvesse uma ação assim para manter o controle de qualidade dos produtos vendidos, além da boa manipulação e higienização do local. Essas ações têm o objetivo de minimizar os riscos à saúde pública, a revisão de normas de funcionamento existente em feiras livres, a setorização dos produtos e a padronização de uniformes e barracas para a melhoria estética, ambiental e sanitária do local.
LIMPEZA
Após toda a confusão entre os feirantes e a Devisa, o técnico de vigilância sanitária do Departamento, Marco Antônio Ferreira, passou a apenas orientar os feirantes sobre as condições de limpeza. “Agora vamos orientá-los sobre a higiene, acondicionamento do lixo e condições de isopor”. Ele também alertou para o tamanho dos boxes em que os feirantes trabalham. “Eles têm que se adaptar ao espaço. Não adianta comprar mais produtos do que podem armazenar”, comentou.
RECOMENDAÇÕES - VIGILÂNCIA SANITÁRIA
As mudanças que mais foram recomendadas eram a substituição dos isopores velhos por novos e a conservação dos peixes dentro de bacias de alumínio com gelo. Os feirantes que foram notificados terão um prazo de 20 a 30 dias para fazer todas as adequações exigidas pela vigilância sanitária. (Diário do Pará)
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