O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu ontem com secretários de Saúde dos 16 Estados com risco muito alto de epidemia de dengue, incluindo o Pará. No encontro, ficou decidido que as formas graves da doença e os óbitos suspeitos por dengue deverão ser informados por sistema on-line ao Ministério da Saúde dentro de 24 horas. Uma portaria regulamentando a notificação será publicada nos próximos dias. Belém e Ananindeua estão entre os 70 municípios prioritários para o combate à dengue.
O secretário de Saúde do Pará, Hélio Franco, destacou que o encontro reforçou o que já havia sido tratado com o ministro Padilha na visita que ele fez ao Estado no último final de semana. De acordo com o Ministério, o objetivo de reforçar as ações de controle da doença e de preparação da rede de saúde para atendimento aos pacientes nos Estados e municípios foi cumprido.
“Temos que ter a plena convicção de que a dengue, além dos desafios locais, será o primeiro grande desafio comum a todos nós, nas três esferas de governo”, destacou o ministro. Acompanhado dos secretários de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, e de Gestão Estratégica e Participativa, Odorico Monteiro, o ministro Padilha reforçou a importância de ações integradas entre diversas áreas para o enfrentamento da doença, incluindo setor público (saúde, limpeza urbana, saneamento e abastecimento de água, educação, meio ambiente, etc.) e privado e organizações da sociedade civil.
Um dos pontos tratados foi exatamente a necessidade de integração com outros ministérios. Hélio Franco apresentou ao ministro Padilha uma das principais preocupações do Pará: a necessidade de recursos do Ministério da Cidade para a melhoria da coleta de lixo em todos os municípios paraenses, principalmente na região metropolitana.
Padilha se comprometeu em reforçar junto ao ministro das Cidades, Mário Negromonte, a necessidade de liberar recursos do PAC para a coleta de lixo nas grandes cidades. “São pontos críticos que necessitam de atenção”, destacou o secretário de Saúde do Pará.
A dengue já é uma das 44 doenças de notificação compulsória em todo o país. O monitoramento dos casos será feito por um sistema on-line, que está em fase de testes e deverá ser lançado nas próximas semanas.
O sistema será alimentado por Estados e municípios e poderá ser acompanhado em tempo real pelas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde - ministérios e secretarias estaduais e municipais. Serão utilizados mapas virtuais para mostrar a distribuição geográfica, indicando o município onde ocorreu o caso grave ou a morte por dengue.
A partir da implantação do sistema, o Ministério da Saúde fará o monitoramento diário dos óbitos e semanal dos casos graves nos 70 municípios considerados prioritários para controle.
AS DEFINIÇÕES ENTRE MINISTRO E SECRETÁRIOS DE SAÚDE
- Formas graves da doença e óbitos suspeitos por dengue deverão ser informados ao Ministério da Saúde em 24h.
- O sistema de informações alimentado pelos estados e municípios será acompanhado em tempo real pelas três esferas. O monitoramento dos óbitos será diário e dos casos graves, semanal.
- São indicadas ações integradas de diversas áreas para o enfrentamento da doença, incluindo setor público (saúde,limpeza urbana, educação,saneamento, etc) e iniciativa privada.
- 70 municípios brasileiros são considerados prioritários pelo MS no combate à dengue
- (Luiza Mello, de Brasília)
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