Logo nas primeiras horas da manhã de ontem (27) a Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão na sede da entidade que representa os indígenas da aldeia Xikrin do Cateté, em Marabá, que funciona na Folha 18. O cumprimento do mandado é parte do inquérito que investiga possível desvio de recursos que são repassados mensalmente para a Associação Indígena Porekrô, pela Mineradora Vale.
O delegado-chefe da PF em Marabá, Antônio Carlos Beaubrun Júnior, confirmou que o foco da operação é encontrar documentos que comprovem o envolvimento de suspeitos no desvio dos recursos. Ainda de acordo com ele, a investigação está a cargo da delegada Janaína Gadelha, que já tomou vários depoimentos, mas ninguém foi preso até este momento.
Segundo Beaubrun, a Polícia Federal já vem investigando há alguns meses essa entidade, mas ainda não é possível dizer o montante de recursos que provavelmente vem sendo desviado da associação.
Ele confirmou que somente depois de realizada a perícia contábil dos documentos apreendidos é que será possível ter uma ideia desses valores.
Outras associações que representam etnias indígenas em Marabá e região também estão sendo monitoradas pela Polícia Federal, uma vez que essas entidades recebem recursos que devem ser aplicados em favor das comunidades indígenas.
Os mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pelo juiz federal de Marabá, João César Otoni de Matos, aconteceram na sede da associação e também na casa de dois funcionários.
Numa dessas residências, a Polícia Federal flagrou crime ambiental. Foram encontrados e apreendidos nove jabutis e duas tracajás.
Os agentes federais conduziram o dono da casa até a delegacia, onde ele foi ouvido e liberado após assinar um termo circunstanciado de ocorrência. (Diário do Pará)
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