A empresa responsável pelo prédio Real Class, que desabou ontem (29), na travessa 3 de Maio, entre Magalhães Barata e Governador José Malcher, concedeu uma entrevista coletiva para imprensa para tentar justificar as dúvidas sobre a tragédia que aconteceu no canteiro de obras do edifidio de 32 andares.
Fizeram parte da coletiva o engenheiro e diretor proprietário da Construtora, Carlos Otávio Lima, seu filho e engenheiro responsável pela construção do prédio, Carlos Otávio Lima Júnior; o supervisor de obra, Rubimar Figueredo do Carmo; o engenheiro civil Nagib Charone e advogados da empresa.
O diretor proprietário da empresa, Carlos Otávio Lima, lamentou o episódio e informou que está tomando todas as providências que a situação requer.
Ainda segundo o diretor da empresa, todos estão mobilizados para apoiar todas as pessoas envolvidas no acidente e está prestando assistência aos familiares dos dois empregados: Manoel Raimundo da Paixão Monteiro e José de Paula Barros, que são considerados desaparecidos.
Uma psicóloga também está prestando assistência aos familiares dos empregados e demais pessoas envolvidas no acidente.
Durante a entrevista foi divulgado que a empresa teria feito reservas em hotel para as pessoas desabrigadas. Alguns moradores desmentem a afirmação da empresa e alegam que não estão recebendo assistência e nem foram encaminhadas à hotéis.
Ainda segundo o engenheiro Carlos Otávio, a obra nunca apresentou inícios de problemas, tais como trincas, fissuras ou estalos. Além disso, o mestre de obras do edifício circulava diariamente por dentro do prédio e não observou em nenhum momento sinais de problemas.
Na semana passada, o engenheiro Rudimar do Carmo, foi ao local para uma supervisão de rotina, e não detectou nada de anormal.
A empresa contratou o engenheiro Dr. Nagib Charone, para acompanhar, as perícias dos órgãos oficiais e realizar uma perícia particular.
A Empresa
A construtora nasceu do Grupo Real Engenharia, mercado de construção e incorporação, na Região Metropolitana de Belém.
O grupo entregou quinze empreendimentos, com aproximadamente mil unidades residenciais.
Desalojados
A Defesa Civil cadastrou cerca 31 famílias que ficaram desalojadas. Aproximadamente 127 pessoas precisaram de abrigos e segundo informações etariam em um hotel da cidade.
Na tragédia um prédio foi interditado e um outro evacuado. Os moradores não tem previsão de quando poderão retornar às suas residências. Peritos aguardam os laudos técnicos do desbamento para determinar possíveis causas do acidente. (DOL)
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