Desde as 7h desta segunda-feira (31), associados do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Belém e Ananindeua estão mobilizados para se concentrar e partir em passeata.
Primeiramente, o grupo seguiu da avenida Gentil Bittencourt em direção a sede do sindicato, na Nove de Janeiro entre Magalhães Barata e Governador José Malcher, onde deve haver uma assembléia para pautar discussões sobre as irregularidades de segurança do trabalho em obras da cidade, tendo em vista que, somente em 2011, além do desabamento do edifício da Real Class, dois operários morreram e um ficou ferido em obras de construção em Belém.
A passeata acontece para pedir por mais fiscalização de órgãos como o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea/PA) e a Secretaria de Urbanismo de Belém (Seurb), para que mais fatalidades não aconteçam como desastre do Real Class, cujo desabamento deixou dois operários desaparecidos, além da morte de uma mulher que morava nos arredores do prédio.
Um outro grupo com cerca de 50 trabalhadores da construção civil se organizou em uma passeata paralela, que começou na travessa Angustura, entre as Avenidas Duque de Caxias e Romulo Maiorana, e se juntou aos demais trabalhadores a caminho da sede do sindicato.
Segundo Aílson Cunha, presidente Dio Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, a manifestação denomina o dia de hoje como 'Dia de luto e de luta'.
O destino final da passeata é a travessa 3 de Maio, local onde ocorreu o desabamento do prédio da Real Class, no último sábado (29). (DOL, com informações do Diário do Pará)
>> Atualizada às 9h40
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