Aproximadamente 500 trabalhadores da construção civil estão mobilizados e concentrados em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Belém e Ananindeua, localizado na travessa Nove de Janeiro, entre as avenidas José Malcher e Magalhães Barata.
Passeatas paralelas começaram a ser organizadas a partir das 7h desta segunda-feira (31), reunindo operários de pelo menos 10 canteiros de obras de Belém.
O grupo se reuniu e partiu da avenida Gentil Bittencourt, tentando entrar na travessa 3 de Maio, mas como o trecho está interditado por conta do isolamento no local onde desabou o edifício Real Class, seguiram pela 14 de Abril e, neste momento, estão em assembleia.
A pauta em discussão diz respeito às irregularidades de segurança do trabalho em obras da cidade, tendo em vista o número alarmante de acidentes que já aconteceram no setor em Belém, somente neste início de ano.
Segundo Aílson Cunha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, a manifestação denomina o dia de hoje como 'Dia de luto e de luta'.
A Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam) e a Companhia de Transportes de Belém (CTBel), estão no local para garantir a ordem. O trânsito está bastante congestionado nos arredores da Nove de Janeiro.
PROPÓSITO
A passeata acontece para pedir por mais fiscalização de órgãos como o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea/PA) e a Secretaria de Urbanismo de Belém (Seurb), para que mais fatalidades não aconteçam como desastre do Real Class, cujo desabamento deixou dois operários desaparecidos, além da morte de uma mulher que morava nos arredores do prédio. (DOL, com informações do Diário do Pará)
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