Dorivaldo Belém, advogado da família da senhora Maria Raimunda Ribeiro Fonseca, 67 anos, que morava em uma casa ao lado do edifício que desabou na travessa 3 de Maio e está desaparecida desde a tragédia, explica que a família pedirá compensação à Real Engenharia pela perda material e transtornos causados.
A família aguarda o resultado do exame que comprovará se o corpo encontrado nos escombros é ou não de dona Raimunda. Dorivaldo explica que a preocupação inicial da família era com o resgate da matriarca, mas, como há quase certeza de que o corpo é mesmo dela, a família começa a pensar no velório.
Ainda segundo o advogado, a família aguarda o resultado do exame para dar andamento ao funeral. Há a possibilidade de o corpo ser enterrado no município de Augusto Correa, onde residem muitos dos parentes da vítima, e estão velados os pais dela, mas os filhos preferem que o enterro seja na capital, para facilitar o acesso.
COMPENSAÇÃO
A família aguardará, dentro de 30 dias, o pronunciamento da construtora. Caso a empresa não se manifeste, Dorivaldo entrará com uma ação pedindo a reconstrução do imóvel e de todos os bens que nele estavam, inclusive com o ressarcimento de um veículo novo. Além de disso, o advogado pedirá também compensação monetária por todos os transtornos causados com a morte trágica de dona Raimunda.
Segundo o advogado, os moradores já tinham feito abaixo-assinado contestando a falta de segurança e o tamanho do prédio, que crescia cada vez mais. A obra chegava a ser embargada, mas logo era liberada.
(DOL)
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