Cerca de 400 rodoviários da Viação Perpétuo Socorro suspenderam suas atividades ontem (31). A categoria pede o cumprimento do acordo coletivo que determina a carga horária de 7 horas de trabalho por dia. Os funcionários alegam que estão se submetendo a quase 10 horas de trabalho, sem ganhar horas extras. Com a paralisação, cerca de 100 mil pessoas que dependem do transporte da Perpétuo Socorro terão que buscar alternativas em outras empresas que fazem o trajeto em vários bairros em Belém.
O secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Pará (Sttrep/PA), Chrystian Vilhena, informou que o objetivo da paralisação é tentar a negociar com a empresa o cumprimento da cláusula 43º do acordo coletivo, que está sendo adotada pelas empresas desde maio do ano passado. “A Viação Perpétuo Socorro é a única empresa que não adotou o acordo que determina 7 horas de trabalho por dia ou 42 horas semanais. Enquanto isso, motoristas, cobradores e fiscais trabalham até 10 horas por dia, sem receber as horas extras”.
Vilhena ainda informou que o sindicato realizou uma reunião com membros da empresa no final da tarde de ontem, mas decidiu continuar com a paralisação hoje. “A diretoria da Viação Perpétuo Socorro está intransigente e não quer acordo. Apenas queremos que a empresa cumpra a determinação da Justiça do Trabalho. Caso contrário os trabalhadores vão continuar paralisados”.
ATINGIDOS
O secretário também ressalta que apenas as linhas que saem da garagem da Doutor Freitas estão paralisadas. Segundo ele, os ônibus da Viação Perpétuo Socorro de Ananindeua vão funcionar normalmente. Entre os bairros afetados com a suspensão das atividades estão: Sacramenta, Telégrafo, Val-de-Cans, Marambaia, Bengui, Maracangalha e Outeiro.
O DIÁRIO tentou entrar em contato com a Viação Perpétuo Socorro. No entanto, até o fechamento desta edição, ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.
A paralisação deixou muita gente sem ter como se locomover. As paradas estavam bem mais cheias do que de costume. Filas e ônibus lotados foram fáceis de encontrar nas paradas da avenida Júlio César. O tempo de espera também foi alvo de reclamação. A vigilante Kelly Cristina teve que sair de sua casa para o trabalho às 6h, mas como não havia ônibus, ela precisou pegar um mototáxi para chegar ao local.
“Eu saí de casa bem cedo, mas depois de esperar mais de meia hora pelo ônibus que pego todos os dias, decidi que a saída era pegar uma van ou um mototáxi. Acabei optando pelo mototáxi que é mais rápido. Tive que desembolsar R$ 10. Mesmo assim, cheguei superatrasada. Agora que quero voltar pra casa, vou ter que ir de van ou de mototáxi mais uma vez”.
A diarista Luciana Castro também foi vítima da paralisação. Ela só conseguiu pegar um transporte para voltar para casa, depois de esperar mais de quarenta minutos. “Já tem tempo que estou esperando aqui e nada de ônibus. Como a gente não tem opção vou precisar pegar uma van dessas aí, que não oferece nenhuma segurança para a gente”. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar